Seleção Nacional
Euro 2012
Venha a República Checa
A melhor exibição de Portugal, até agora, no Europeu de futebol podia não ser suficiente, mas foi. Com a Alemanha a fazer valer a lógica do mais forte frente à Dinamarca, cabia à Seleção portuguesa mostrar à Holanda que tinha argumentos para eliminar o atual vice-campeão do Mundo. E teve.
Depois de um início de jogo titubeante até aos primeiros 15 minutos, durante os quais sofreu o (fantástico) golo do pequeno génio Van der Vaart, a equipa portuguesa arrancou para uma primeira parte imponente, a espaços luxuriante, em que dispôs de numerosas ocasiões para marcar. Concretizou uma, e veja lá se adivinha por quem: Cristiano Ronaldo, que terminou hoje a seca de golos que vinha apoquentando um país inteiro.
Um pequeno percalço adicional veio do outro jogo, quando a Dinamarca recuperou da desvantagem com que se viu obrigada a lidar desde bem cedo e empatou a um com a Alemanha, o que, naquele momento, atirava Portugal para fora do Euro. Nada que o primeiro tento de Cristiano não tivesse começado a resolver, na sequência de um passe fabuloso de João Pereira que tornou inútil a povoadíssima linha defensiva dos norte-europeus. É uma jogada para ver uma vez e outra, daquelas que empolgam a audiência. Foi, sem dúvida, um dos melhores momentos do Euro, até agora.
O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro, com mais Holanda, dando a ideia de que Paulo Bento, durante o intervalo, terá aconselhado os seus jogadores a esperarem pelos adversários, obrigando uma Holanda com mais de meia equipa claramente vocacionada para o ataque e faminta de golos a tomar a iniciativa, o que poderia ser aproveitado pela rapidez dos avançados lusitanos, que, como é sabido, têm argumentos fortíssimos no contra-ataque.
Contudo, a "laranja" holandesa não dava sumo por aí além e, atingida a hora de jogo, Portugal "estendeu" de novo a equipa, assumiu o comando da partida e voltou a dominar - e a desperdiçar chances, algumas delas gritantes. Começava a preocupar a falta de mais um golo mas, numa das melhores jogadas do encontro, que decorreu em pouquíssimos segundos, mas cobriu todo o terreno de jogo, consumou-se a reviravolta. Classe pura de pé para pé e Cristiano a ter de dedicar mais um golo ao pequeno filho, aniversariante. Até bateu certo: dois anos, dois golos do capitão, que assim terá acabado, "a tiro", com a novela que vinha alimentando o dia-a-dia do Euro.
Um pormenor a reter: mesmo sem consultar as estatísticas, não é risco nenhum afirmar que a Seleção Nacional está entre as formações que mais oportunidades de golo criam neste Campeonato Europeu. Com maior acerto na finalização, a equipa portuguesa poderá tornar-se num ainda mais sério pretendente a um lugar nos derradeiros jogos da competição.
Fechadas as contas do Grupo B, passam aos quartos-de-final Alemanha (nove pontos, só vitórias) e Portugal (seis pontos, 2V1D). Pelo caminho ficam a Dinamarca e em especial, a Holanda, sem dúvida a maior surpresa do Euro pela negativa. Vice-campeã do Mundo, a Seleção dirigida por Bert van Marwijk (o tal que afirmou que Portugal não tinha equipa para os primeiros lugares do torneio) sai do Euro humilhada por uma carreira medíocre: três derrotas, zero pontos. O futebol tem destas coisas.
Para Portugal, é tempo de retemperar forças, porque o Euro continua já na quinta-feira com o Rep. Checa - Portugal, nuns quartos-de-final que reeditam o Euro96.
Dessa vez, as coisas não correram bem para os lusos, mas não se costuma dizer que um raio nunca cai duas vezes no mesmo sítio?
Um pequeno percalço adicional veio do outro jogo, quando a Dinamarca recuperou da desvantagem com que se viu obrigada a lidar desde bem cedo e empatou a um com a Alemanha, o que, naquele momento, atirava Portugal para fora do Euro. Nada que o primeiro tento de Cristiano não tivesse começado a resolver, na sequência de um passe fabuloso de João Pereira que tornou inútil a povoadíssima linha defensiva dos norte-europeus. É uma jogada para ver uma vez e outra, daquelas que empolgam a audiência. Foi, sem dúvida, um dos melhores momentos do Euro, até agora.
O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro, com mais Holanda, dando a ideia de que Paulo Bento, durante o intervalo, terá aconselhado os seus jogadores a esperarem pelos adversários, obrigando uma Holanda com mais de meia equipa claramente vocacionada para o ataque e faminta de golos a tomar a iniciativa, o que poderia ser aproveitado pela rapidez dos avançados lusitanos, que, como é sabido, têm argumentos fortíssimos no contra-ataque.
Contudo, a "laranja" holandesa não dava sumo por aí além e, atingida a hora de jogo, Portugal "estendeu" de novo a equipa, assumiu o comando da partida e voltou a dominar - e a desperdiçar chances, algumas delas gritantes. Começava a preocupar a falta de mais um golo mas, numa das melhores jogadas do encontro, que decorreu em pouquíssimos segundos, mas cobriu todo o terreno de jogo, consumou-se a reviravolta. Classe pura de pé para pé e Cristiano a ter de dedicar mais um golo ao pequeno filho, aniversariante. Até bateu certo: dois anos, dois golos do capitão, que assim terá acabado, "a tiro", com a novela que vinha alimentando o dia-a-dia do Euro.
Um pormenor a reter: mesmo sem consultar as estatísticas, não é risco nenhum afirmar que a Seleção Nacional está entre as formações que mais oportunidades de golo criam neste Campeonato Europeu. Com maior acerto na finalização, a equipa portuguesa poderá tornar-se num ainda mais sério pretendente a um lugar nos derradeiros jogos da competição.
Fechadas as contas do Grupo B, passam aos quartos-de-final Alemanha (nove pontos, só vitórias) e Portugal (seis pontos, 2V1D). Pelo caminho ficam a Dinamarca e em especial, a Holanda, sem dúvida a maior surpresa do Euro pela negativa. Vice-campeã do Mundo, a Seleção dirigida por Bert van Marwijk (o tal que afirmou que Portugal não tinha equipa para os primeiros lugares do torneio) sai do Euro humilhada por uma carreira medíocre: três derrotas, zero pontos. O futebol tem destas coisas.
Para Portugal, é tempo de retemperar forças, porque o Euro continua já na quinta-feira com o Rep. Checa - Portugal, nuns quartos-de-final que reeditam o Euro96.
Dessa vez, as coisas não correram bem para os lusos, mas não se costuma dizer que um raio nunca cai duas vezes no mesmo sítio?