Passivo de 375 ME não é novidade para Godinho Lopes

O presidente do Sporting desvalorizou hoje o relatório da auditoria ao grupo empresarial, que revelou um passivo global de 375 milhões de euros, mostrando-se confiante no plano a três anos para aumentar receitas até aos 70 milhões de euros.

RTP /
Godinho Lopes durante a conferência de imprensa em Alvalade Lusa

Godinho Lopes admitiu ainda ter optado por um "círculo virtuoso" em vez do anterior "vicioso" para recolocar as contas dos "leões" em ordem e seduzir investidores externos, mesmo que isso implique que o clube perca a maioria das ações da SAD, mas sempre consultando os sócios. 

"Estes resultados não são mais do que o espelhar a situação que já era do conhecimento público em março. O Sporting é um clube que sempre foi auditado e não há nenhuma novidade. É o único clube nacional ou internacional que fez um filme desde 1997 até ao presente e o colocou na praça pública", justificou.
 
O universo "verde e branco" tem "capitais próprios negativos de 183 milhões de euros, situação estruturalmente desequilibrada, usualmente denominada como de falência técnica", segundo os técnicos que procederam à auditoria aos últimos 13 anos de gestão em Alvalade, ao longo dos mandatos dos presidentes José Roquette, Dias da Cunha, Soares Franco e José Eduardo Bettencourt.
 
"Eu tenho a certeza de que nenhum dos presidentes atuou como atuou de forma dolosa, a procurar prejudicar o Sporting ou ter qualquer benefício próprio. Todos eles procuraram fazer tudo o que podiam e sabiam pelo Sporting", garantiu o atual líder do clube de Alvalade. 
 
O presidente "leonino" reconheceu que este ano, mercê do investimento na equipa principal de futebol, vão existir "prejuízos significativos", mas que os "buracos na tesouraria deste ano e do próximo" deixarão de existir em 2014. 

Em alternativa, o presidente do Sporting explicou pretender "recolocar a marca Sporting" através da equipa principal de futebol, com jogadores de qualidade individual e coletiva, essencial para o incremento das assistências, do número de sócios e das receitas televisivas. 
 
Para tal, visando as referidas receitas de 60 milhões de euros no final da próxima época e 70 milhões na seguinte, Godinho Lopes apontou três rubricas: quotas, roupa (renegociação do patrocinador dos equipamentos desportivos) e direitos televisivos. 
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