Pão da Nossa Terra
Regueifa e Biscoito de Valongo
A panificação é tradição que vem de longe em Valongo. A abundância de cursos de água viabilizou a construção de moinhos e azenhas. E, ligada ao Porto através da antiga Estrada Real, Valongo beneficiou de uma posição estratégica para ser fornecedora de pão para a cidade Invicta, o que começou a acontecer por volta do século XVII, com as icónicas "valongueiras" a rumar à cidade diariamente para vender regueifas e sêmeas.
Com a industrialização do setor no Porto, as padarias vaonguenses tiveram de se reinventar para manter a relevância comercial, e assim começaram a ganhar importância, no final do século XIX, as biscoitarias como alternativa competitiva à panificação tradicional.
Neste episódio, o Padeiro Bruno Santos dá-nos a conhecer as regueifas da "Divino Doce", um negócio familiar de Campo do casal Márcio e Rute Alves. Acompanhamos também a distribuição porta a porta da Padaria do Susão guiados pelo padeiro Ricardo Silva. Mas porque nem só de regueifa se conta esta história, conhecemos também Maria Guimarães que trocou o trabalho de educadora de infância pelo fabrico de biscoitos artesanais. Uma pequena unidade que contrasta com a escala da histórica e prestigiada Paupério.
Esta viagem atravessa as serras de Valongo e culmina na Igreja Matriz, cuja construção terá sido financiada também com contributos dos padeiros da cidade. É aí que o Grupo de Teatro da Retorta evoca a vida dura das padeiras que enfrentavam os mais diversos perigos na caminhada rumo ao Porto para abastecer a cidade. Um olhar para um passado não muito distante como pretexto para refletir no futuro de uma herança viva que nem sempre tem herdeiros interessados em dar-lhe continuidade.
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Ficha Técnica
- Título Original
- Pão da Nossa Terra
- Realização
- Hugo Manuel Correia
- Ano
- 2026
- Duração
- 30 minutos