O Sábio

21 Fev, 2017 | Episódio 36

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O Sábio

21 Fev, 2017 | Epis�dio 36

Pedro conta a Jorge que esteve com Carmen e que tiveram uma conversa difícil. Pedro diz-lhe que pretende concentrar-se em Sofia. Jorge acredita que ainda vão ser grandes amigos.
Manuela vai acordar Rita, mostra-se furiosa com ela e diz-lhe que vai ficar sem telemóvel até respeitar as regras de casa.
Cremilde vai para o concurso de sericaias e pede a António que tome conta do clube. Cremilde ainda está sentida com António por ele não ter ficado com ela na véspera e volta a acusa-lo de ter uma amante.
Alzira prepara a sua sericaia, ao mesmo tempo que troca algumas palavras azedas com a sogra. Alzira está muito confiante, mas assim que vira costas, Júlia pega no vinagre e depois no azeite e despeja, maldosa, na sericaia.
No quartel já está tudo a postos para o festival da sericaia. Valentim comenta que vai juntar o valor que foi pago pelo espaço, ao dinheiro obtido no arraial e vai depositar tudo no banco. Domingos fica apavorado e prontifica-se a ser ele a fazer o depósito, mas Valentim faz questão de tomar conta do assunto. Evelina e Arnaldo comentam que vai dar confusão e Domingos decide ir falar com Valentim e contar-lhe que usou algum dinheiro do arraial. O comandante, ao perceber de que Domingos se apropriou do dinheiro da corporação para investir no Almansinho, ameaça-o com um processo disciplinar.
Sofia e Luís vão almoçar, mas são surpreendidos por Ricardo que surge com uma atitude muito afável. Luís fica contente, mas Sofia mostra-se desconfortável, preferia que ele a odiasse.
Carmen comenta com Valentim que está inclinada a seguir em frente com o projeto da hidroponia, e, uma vez que tem de fazer o investimento que seja num sistema mais moderno, mas tem de negociar com o banco um empréstimo.
Romão conversa com o geólogo, que lhe confirma tratar-se de um jazigo com capacidade de extração de milhões de toneladas. Romão fica felicíssimo, mas o geólogo avisa-o que a maior parte está situada na herdade das Estevas, e que a parte dele não justifica o investimento, pelo que Romão fica furioso.
Jorge anuncia a sericaia vencedora, e, para grande espanto, é a receita da Cremilde. Alzira não percebe o que aconteceu e decide provar. Chega à conclusão de foi sabotada.
Valentim questiona Domingos sobre o dinheiro em falta. Ele diz-lhe que está a tratar do assunto. Valentim conta a Raul que Domingos desviou dinheiro do fundo para a ambulância, para fazer umas t-shirts do monstro, e pergunta-lhe se ele tinha conhecimento, mas ele nega. Assim que Valentim sai, Raul diz a Domingos que ele
devia ter fingido que tinham sido assaltados. Domingos comenta que não se lembrou dessa possibilidade.
Arnaldo pede ajuda a Manuela, oferece-lhe uma t-shirt, e conta-lhe da existência do monstro marinho da albufeira, mas ela mostra-se indiferente. Arnaldo insiste na ideia.
Romão conta a Gil que a principal jazida está na Herdade das Estevas, pelo que vai falar com Carmen para lhe fazer uma proposta de compra de uma parte do terreno, pois sabe que ela está com dificuldades por causa do temporal. Romão volta a sonhar com o seu sucesso e riqueza.
António está orgulhoso da sericaia de Cremilde, oferece uma fatia a Rogério e pergunta-lhe como estão a correr as coisas na herdade. António fica satisfeito ao saber que Carmen vai ajudar os seus trabalhadores apesar do mau momento que passa. Chega o inspetor da polícia e António é questionado acerca do alibi que apresentou: ida a Évora. Facto que nenhum dos fornecedores dele confirmou. O inspetor sai, mas promete voltar em breve. Cremilde pressiona António e ele confessa que foi ele que ateou o fogo na pecuária. Cremilde fica assustada e lembra-se das palavras de Manuela na última consulta. Pedro Homem acabou de regressar à cidade onde nasceu e onde passou a maior parte da sua vida (Montemor-o-Novo). Mas de onde desapareceu sem deixar rasto e esteve misteriosamente ausente durante 20 anos.
As razões do seu desaparecimento foram sempre alvo de especulação. Pedro era uma figura popular na cidade, conhecido por fazer as pessoas olharem para a vida por outra perspetiva - e com isso gerou milagres que sempre recusou serem da sua responsabilidade. Na verdade, Pedro tem um dom inexplicável: por vezes vê o futuro. Mas as visões do futuro podem ser simultaneamente uma bênção e uma armadilha. Pedro é, aliás, o exemplo disso: quando ainda jovem, vê a sua namorada, Carmen, vestida de noiva num caixão, com um anel de noivado que perceciona ter sido dado por ele. Como se o destino o avisasse que nunca poderiam viver juntos, talvez por sentirem um amor maior que o mundo.
Pedro acaba por se envolver, já jovem adulto, com Manuela, e tem uma filha com ela. Mas vive então momentos tempestuosos e recebe uma séria ameaça de morte. Para sobreviver, tem de abandonar Montemor - perdendo o contacto com a filha de 5 anos, Sofia. Parte sem dizer nada a ninguém porque não conseguiria explicar uma outra visão que marca a sua vida: o coração dele e da filha estão ligados por um laço especial do destino. Se aquela ameaça de morte se cumprisse e ele morresse, a sua filha morreria também.
Porque voltou Pedro agora? Pela filha? Por Carmen? Por ele próprio?
Montemor-o-Novo está diferente, nestes 20 anos muita coisa mudou. Manuela é entretanto uma taróloga famosa. Carmen explora uma quinta de produção biológica. Sofia é farmacêutica.
Mas há coisas que se mantêm: o Clube de pesca onde os velhos amigos de Pedro ainda se reúnem, o quartel de Bombeiros onde estão sempre prontos os soldados da paz mais divertidos do país e a influência subterrânea e maliciosa de Cândida, a chamada ?bruxa do Alentejo? e mãe de Manuela.
O Sábio é uma estória passada numa cidade antiga e sábia, grande o suficiente para guardar muitos segredos que vão agora ser revelados.