FEI aloca 90 ME para três fundos de capital de risco portugueses

O Fundo Europeu de Investimento (FEI) anunciou hoje, na Web Summit, a alocação de 90 milhões de euros para três fundos de capital de risco portugueses, esperando que gerem mais de 400 milhões de euros no ecossistema europeu.

Lusa /

Em conferência de imprensa na cimeira tecnológica Web Summit, a presidente do FEI, a finlandesa Marjut Falkstedt, fez o anúncio da alocação destas verbas para os fundos de capital de risco Armilar, Faber e 33N.

"Em última análise, estes fundos gerarão mais de 400 milhões de euros para o ecossistema europeu de capital de risco para acelerar o crescimento das `startups`", acrescentou a responsável, destacando os domínios da inteligência artificial, da cibersegurança ou de `machine-learning`.

A seleção destes três fundos resultou, de acordo com Marjut Falkstedt, de "um processo competitivo", sendo que no caso da Armilar e da Faber já houve cooperação com o FEI.

A responsável do FEI sublinhou a importância dos fundos de capital de risco e dos seus gestores, que "são os agentes de mudança".

"São eles que fazem as mudanças sobre que tipo de tecnologia, de serviço, aplicação ou inovação é que são importantes para nós", afirmou.

"Nos casos da Faber e da Armilar, continuamos a trabalhar com velhos e bons parceiros", registou, remetendo para a colaboração na iniciativa Portugal Tech, enquanto na 33N há um "investimento numa equipa estreante".

A condição de estreante da 33N junto do FEI não é uma condicionante para a responsável, que acrescenta que é um fundo de capital de risco que também conta com investimento do fundo Futures do Luxemburgo.

"É assim que aumentamos o poder de fogo da União Europeia", defendeu.

O anúncio foi feito junto do chefe de equipa e chefe de representação adjunto da Comissão Europeia em Portugal, António Vicente, e do ministro da Economia, Pedro Reis.

Na sua intervenção, Pedro Reis saudou o investimento do FEI, mas também o contributo do Banco Português de Fomento (BPF) e o papel da sua presidente, Ana Carvalho.

Pedro Reis assinalou que os fundos de capital de risco são "também um motor de transformação" e que estes investimentos permitem aos projetos "crescer por si próprios, eliminar barreiras e deixá-los respirar, crescer e investir".

A Web Summit, considerada uma das maiores conferências tecnológicas, arrancou hoje em Lisboa, com um recorde histórico de 3.000 `startups`, sendo esperados mais de 70.000 participantes e cerca de 1.000 investidores até ao seu final, na quinta-feira.

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