Reportagem
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Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo

por RTP

Rui Cardoso - RTP

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a propagação do SARS-CoV-2 à escala internacional.

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23h39 - Brasil totaliza 159.477 mortes e ultrapssa 5,5 milhões de casos

O Brasil totalizou esta sexta-feira 159.477 mortes devido à covid-19 e ultrapassou os 5,5 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus (5.516.658) desde o início da pandemia, informou na sexta-feira o executivo.

Desse total, 508 óbitos e 22.282 infetados foram contabilizados nas últimas 24 horas, momento em que as autoridades de Saúde brasileiras ainda estudam a possível relação de 2.300 mortes com a doença causada pelo novo coronavírus.

Por outro lado, um consórcio formado pela imprensa brasileira, que colabora na recolha de informações junto das secretarias de Saúde estaduais, anunciou que o país somou 529 vítimas mortais e 23.126 casos confirmados nas últimas 24 horas, totalizando 5.519.528 infeções e 159.562 óbitos.

Geograficamente, os estados com maior número de casos confirmados são São Paulo (1.113.788), Minas Gerais (357.347), Bahia (352.700) e Rio de Janeiro (309.496), de acordo com o Ministério da Saúde.

Já as unidades federativas com mais mortes são São Paulo (39.255), Rio de Janeiro (20.565), Ceará (9.337) e Minas Gerais (8.962).

Desde o começa da pandemia, registada oficialmente no país sul-americano em 26 de fevereiro, 4.966.264 cidadãos diagnosticados recuperaram da doença, enquanto que 390.917 permanecem sob acompanhamento médico.

22h51 - Mais 22.282 casos no Brasil

O Brasil registou mais 22.282 casos e 508 mortos por Covid-19 nas últimas 24 horas. Houve mais de 5,5 milhões de casos no país e perto de 160 mil mortes desde o início da pandemia.

21h27 - Bélgica decreta medidas drásticas de confinamento

O Governo belga anuncia um novo confinamento do país, a partir do próximo domingo e até 13 de dezembro, com uma reavaliação da situação a 1 de Dezembro.

Todo o comércio não essencial deve fechar a partir de domingo, juntando-se aos cafés, bares e restaurantes. Profissões de contacto, como os cabeleireiros, devem parar atividade imediatamente.

As visitas familiares fora de casa ficam limitadas a uma pessoa por semana. Os ajuntamentos públicos são limitados a quatro pessoas. Parques de diversões, de campismo e jardins zoológicos têm ordem de encerramento imediato.

21h21 - EUA ultrapassam barreira dos 9 milhões de infetados

O país ultrapassou hoje a barreira dos nove milhões de casos desde o início da pandemia. Segundo os dados da universidade Johns Hopkins, o país registou, até à data, 9.007.298 casos de infeção.

Os EUA são o país mais afetado a nível mundial pela atual pandemia da doença covid-19 em termos absolutos, registando igualmente mais de 229 mil mortes relacionadas com o novo coronavírus.

21h10 - Novo estado de emergência não reúne consenso político

Alguns partidos consideram que pode ser exagerado e desproporcional. Rui Rio avisa que nunca pode ser igual ao da primeira vaga, porque a economia não aguenta.

O Governo está a preparar novas medidas restritivas que deverá anunciar no sábado e entre elas poderá estar o confinamento total.


21h05 - OMS pede que se investiguem animais e produtos congelados

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde para a Covid-19 recomendou hoje aos estados membros que investiguem e divulguem a presença do vírus em animais e outras fontes como produtos congelados.

De acordo com as conclusões de uma reunião do Comité, hoje divulgadas, os especialistas pediram aos países para conduzirem "investigação e partilhar informação sobre a transmissão, incluindo o papel dos aerossóis; presença e potencial impacto" da Covid-19 "nas populações animais; e potenciais fontes de contaminação (tais como produtos congelados); para mitigar potenciais riscos através de medidas preventivas e cooperação internacional".

20h29 - França com mais 49 mil novos casos

A França registou esta sexta-feira mais 49.215 casos confirmados nas últimas 24 horas. O número total de infeções no país é de 1.331.984.

Houve ainda 256 óbitos nas últimas 24 horas, num total de 36.565 vítimas mortais desde o início da pandemia.

20h14 - Todos os máximos foram ultrapassados em Portugal

Portugal ultrapassou hoje os máximos diários do número de óbitos e de novos casos. Também nos Cuidados Intensivos o número de camas ocupadas atingiu o valor mais alto. Há hoje 275 pessoas em estado considerado grave.

No total a taxa de ocupação das Unidades de Cuidados Intensivos no país é já de 81%.

19h36 - Hospital de Penafiel transfere 30 doentes para unidades do Grande Porto

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa transferiu dez doentes Covid-19 para o polo do Porto do Hospital das Forças Armadas (HFA) e 20 para o Fernando Pessoa em Gondomar. A informação foi confirmada à agência Lusa.

Em comunicado, o Hospital das Forças Armadas informa que os dez doentes foram "encaminhados para as enfermarias de isolamento, onde lhes está a ser prestado o devido acompanhamento médico" e que este apoio surge "na sequência de um pedido do Hospital de Penafiel".

19h17 - Governo pondera confinamento geral na primeira quinzena de dezembro

O PAN disse esta sexta-feira que o Governo está a ponderar decretar confinamento geral na primeira quinzena de dezembro para preservar o período de Natal, mas adiantou que essa medida não é certa e requer vigência do estado de emergência.

A eventual medida foi transmitida aos jornalistas por André Silva, porta-voz do PAN, no final da reunião com o primeiro-ministro, António Costa, destinada a discutir medidas de combate à covid-19.

19h06 - Enfermeiros defendem fim do boletim epidemiológico

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros (FENSE) pediu hoje ao Presidente da República para que sensibilize o Governo para pôr fim ao boletim epidemiológico diário sobre a covid-19, considerando que esta informação produz um efeito negativo na população.

"Deve-se acabar com o boletim epidemiológico porque a informação é tão constante, absorvente e inútil que produz diretamente um efeito negativo na população que não vai aos hospitais e centros de saúde", disse aos jornalistas o porta-voz da FENSE, José Correia Azevedo, no final de uma audiência com o Presidente da República.

18h40 - Ministro da Educação garante que ensino presencial se vai manter

O ministro da Educação reafirmou hoje no Parlamento a continuidade do ensino presencial, lembrando que as escolas "não são focos privilegiados" de transmissão de Covid-19.

"Podemos ser confrontados com uma necessidade de podermos ter de transitar, no espaço de tempo mais curto possível e no espaço territorial menos alargado possível, a termos ensino misto ou à distância", admitiu o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, durante o debate na especialidade da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2021.

17h55 - Ronaldo testa negativo

A informação foi avançada esta sexta-feira pela Juventus no seu site oficial. Cristiano Ronaldo está de regresso após 19 dias de isolamento em casa, em Turim.

17h20 - Espanha com recorde diário de 25.595 novos casos

Espanha registou hoje 25.595 novos casos de covid-19, um novo máximo desde o início da pandemia, elevando para 1.185.678 o total de infetados no país.

As autoridades sanitárias também contabilizaram mais 239 mortes atribuídas à covid-19, passando o total de óbitos para 35.878.

16h18 - Itália com recorde de 31 mil casos diários

A Itália registou 31.084 novos casos nas últimas 24 horas, um recorde absoluto de novas infeções desde o início da pandemia. O anterior recorde era de quinta-feira, em que tinham sido registados 26.831 novos casos.Foram ainda reportadas mais 199 mortes.

15h21 - Governo diz que “há capacidade de expansão” nas enfermarias e UCI

Sobre as taxas de ocupação de leitos em enfermarias e em UCI, o secretário de Estado Diogo Serras Lopes afirmou que é a Região Norte que apresenta maior pressão a nível dos serviços de saúde, seguindo-se a Região de Lisboa e Vale do Tejo.

“Estas capacidades e a alocação de camas a doentes covid é uma alocação elástica”, garantiu. “Há capacidade de expansão”.

15h18 - Conselho de Procriação Medicamente Assistida teme efeitos devastadores

As consequências da pandemia de covid-19 na Procriação Medicamente Assistida (PMA) podem ser devastadoras e irreversíveis se não forem tomadas medidas urgentes, face à interrupção dos tratamentos, advertiu hoje a entidade que regula esta prática.

Um inquérito hoje divulgado pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) revelou que a maioria dos centros reduziu a atividade em 75% a 100%, estimando-se que possam ter sido cancelados ou adiados aproximadamente 2.900 ciclos de tratamento.

No caso dos centros públicos, a estimativa é que a suspensão ou redução da atividade se repercuta em "até oito meses adicionais de tempo de espera", de acordo com o relatório hoje divulgado.

"Se a resposta era já claramente insuficiente para as necessidades, os últimos meses agravaram esta situação a um ponto crítico que obrigará a todos quantos têm responsabilidade na definição de prioridades nas políticas de saúde a tomar medidas urgentes para salvaguardar o futuro da PMA no SNS em Portugal", defende, em comunicado, o Conselho Nacional.

15h17 - PCP pede que não se transforme problema de saúde em "caso de polícia"

O secretário-geral do PCP defendeu que o Governo deve tomar medidas "proporcionais" e com "pedagogia", avisando que não se pode transformar um problema de saúde "num caso de polícia".

"Exagerar nessas medidas, pensar que se resolve como um problema securitário, assim não resolvemos o problema. É essa pedagogia para que o povo compreenda o sentido e não procurar de uma forma fácil uma medida securitária, designadamente de confinamento das pessoas, com toda a paralisação da atividade económica e do plano social", criticou Jerónimo de Sousa, no final de uma reunião de mais de uma hora com o primeiro-ministro, António Costa.

O secretário-geral do PCP defendeu ainda que as medidas a anunciar pelo Governo no sábado "são inseparáveis" de medidas de reforço do Serviços Nacional de Saúde (SNS), dizendo discordar de uma requisição civil dos privados se tal significar desvalorizar o sistema público.

"Não transformemos um problema de saúde num problema policial", apelou.

14h35 – Hospitais do Norte, Forças Armadas e Cruz Vermelha colaboram com Centro Hospitalar Tâmega e Sousa

O secretário de Estado afirmou que o Centro Hospitalar Tâmega e Sousa tem sido o ponto “mais pressionado relativamente a esta segunda vaga da Covid-19”, mas acrescentou que já tem instalações que permitem “aumentar a sua capacidade”.

“Tem havido uma grande colaboração de todos os hospitais da Região Norte, também das Forças Armadas e da Cruz Vermelha, no sentido de poder ajudar o Centro Hospitalar Tâmega e Sousa perante o fluxo de doentes covid-19 registado”, explicou Diogo Serras Lopes.

Além disso, foram também transferidos alguns doentes para outros hospitais de formar a garantir que este centro hospitalar mantém a capacidade de resposta.

14h30 – Mapas de risco são “instrumento” de avaliação da evolução da pandemia

Relativamente aos mapas de risco, o secretário de Estado começou por dizer que estes são utilizados “a nível local, regional e nacional para estudar” e para perceber a evolução da pandemia e quais os locais mais afetados.

“São um instrumento muito importante, tanto para avaliarmos a situação atual como para pensarmos nas medidas futuras e onde vão ser tomadas essas medidas”, explicou Diogo Serras Lopes.

14h25 – “Excesso de mortalidade” segundo dados do INE tem de ser estudado “cuidadosamente”

Relativamente aos dados do INE que revelam um “excesso de mortalidade”, o secretário de Estado afirmou que não “diferem” dos dados já conhecidos até à data.

“O excesso de mortalidade tem de ser estudado de forma cuidadosa”, explicou Diogo Serras Lopes, acrescentando que “exige a codificação das várias patologias que estiveram inerentes aos óbitos e esses estudos demoram tempo e têm de ser feitos de forma cuidadosa”.

“É um tema que será, naturalmente, estudado”, afirmou ainda, declarando que considera “precoce tirar conclusões”.

14h20 – Portugal aguarda com “expectativa” desenvolvimento de vacina

Sobre a questão das potenciais vacinas contra a Covid-19, Diogo Serras Lopes começou por relembrar que embora este seja um contexto de incertezas, os especialistas de saúde estão “convictos e esperançosos” que estão a ser “dados bons passos” para haver uma vacina no fim deste ano ou no início de 2021.

“Portugal faz parte também da compra europeia de vacina e, portanto, naturalmente é algo que aguardamos com expectativa”, afirmou o secretário de Estado da Saúde.

Quanto ao plano [de vacinação], Diogo Serras Lopes garante que “estão a ser delineados” e serão “postos em prática à medida que se concretizar efetivamente a disponibilidade das vacinas”.

14h15 – Governo diz que todos têm o dever de reduzir as “possibilidades de contágio”

Diogo Serra Lopes afirmou que “tão fundamental como a capacidade de resposta é a necessidade de controlarmos e diminuirmos o número de casos novos”.

“Todos, individual e coletivamente, temos o dever de reduzir ao máximo possível as possibilidades de contágio”, afirmou o secretário de Estado.

“Só com um comportamento responsável, seguindo as regras e as orientações que já todos conhecemos, seremos capazes de reduzir e controlar os contágios e, naturalmente, a pressão atual sobre os serviços de saúde”.

14h10 – SNS continuará a dar resposta e a expandir-se “na medida do necessário”

O secretário de Estado garantiu que o Serviço Nacional de Saúde “respondeu, está a responder e continuará a responder à pandemia e ao seu impacto”.

Na quinta-feira foram disponibilizadas “mais 600 camas de enfermaria e mais 93 camas em UCI dentro do SNS”. Também no dia de ontem, “a taxa de ocupação global em camas de enfermarias dedicadas à Covid-19 foi de 84 por cento” e a “taxa de ocupação global em camas de unidades de cuidados intensivos dedicadas à Covid-19 foi de 81 por cento”.

“Sabemos todos que continuaremos a enfrentar semanas difíceis”, afirmou Diogo Serra Lopes, garantindo, no entanto, que a capacidade “atual do Serviço e do Sistema Nacional de Saúde continuará a ser expandida na medida do necessário”.

14h08 – Máximo de doentes internados em UCI atingido na quinta-feira

O secretário de Estado da Saúde relatou na conferência de imprensa da Direção-Geral da Saúde que foram identificados mais 4656 casos de infeção e 40 óbitos devido à Covid-19.

Segundo Diogo Serra Lopes, dos casos ativos 96,6 por cento das pessoas estão a recuperar em domicílio, 2,9 por cento em enfermaria e 0,5 por cento em unidades de cuidados intensivos.

“Nos últimos sete dias, tivemos uma média diária de novos casos de 3546 face aos 2363 e 1711 novos casos em cada uma das duas semanas anteriores”, afirmou o secretário de Estado. “Estes números são claramente superiores aos que foram verificados em março e abril deste ano e naturalmente colocam pressão adicional sobre o SNS, apesar da preparação que foi realizada ao longo destes meses”.

Segundo Diogo Serra Lopes, “o aumento de novos casos não tem a mesma dimensão no número de doentes em enfermaria e sobretudo em unidades de cuidados intensivos”, mas ainda assim “atingimos ontem o máximo de doentes internados em simultâneo em unidades de cuidados intensivos que tínhamos registado em abril”. Isto é, na quinta-feira registaram-se 275 doentes em UCI e em abril o máximo tinha sido 271.

14h01 - Portugal com mais 4656 casos e 40 mortos

O boletim epidemiológico de hoje confirma 4656 novos casos de Covid-19, mais 40 mortos e 1747 recuperados.

O Norte continua a ser a região com um maior aumento diário (2831 novos casos), seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo (1357), a região centro (334), Alentejo (65 e Algarve (57). A Madeira registou mais quatro novos casos e os Açores oito. 

Do total de óbitos, 19 foram registados no norte do país, 13 na região de Lisboa e Vale do Tejo, três na região centro e os outros três no Alentejo.

Há mais 93 doentes internados e mais seis nos cuidados intensivos. No total, Portugal tem 1927 doentes com Covid-19 internados, dos quais 275 em unidades de cuidados intensivos. 

Há mais 93 doentes internados e mais seis nos cuidados intensivos. No total, Portugal tem 1927 doentes com Covid-19 internados, dos quais 275 em unidades de cuidados intensivos.

Desde o início da pandemia, Portugal contabiliza agora 132.272 casos confirmados, 2468 óbitos e 72.344 recuperados. Há 57.355 casos ativos, mais 2869 do que no dia anterior.

As autoridades de saúde têm 65.305 pessoas em vigilância, mais 879 do que ontem.


14h00 - Há vários casos de infeção nas cadeias portuguesas

Os contágios são maioritariamente entre guardas e profissionais de saúde.
A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais diz que não são surtos.

13h55 - BE compreende necessidade de ajustar medidas para controlar pandemia

A coordenadora do Bloco de Esquerda destaca a quantidade de novos casos no país e a pressão que já pende sobre os serviços de saúde para dizer que compreende a necessidade de ajustar medidas.

"Lembro que o estado de emergência é uma medida de última linha, que tem uma vigência de 15 dias e que esta pandemia vai demorar longos meses. É desejável e possível encontrarmos outros mecanismos para tomar medidas que possam proteger a população", defendeu Catarina Martins, no final de uma reunião de perto de uma hora com o primeiro-ministro, António Costa.

13h45 - Empresa de Chaves com 28 casos positivos

Uma empresa do ramo alimentar instalada na zona industrial de Chaves tem 28 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, suspendeu a atividade para desinfeção das instalações e reabre na segunda-feira.

A informação foi avançada hoje à agência Lusa pela administradora da empresa de fabrico de pastelaria salgada - Solara, Mariana Santos, que explicou que o primeiro caso positivo foi detetado no dia 19, tendo aparecido mais sete durante essa semana.

Por prevenção, a própria empresa resolveu testar todos os 80 colaboradores.

13h35 - Vírus só explica 27,5% do acréscimo de mortalidade face à média dos últimos cinco anos

As mortes por Covid-19 em Portugal entre 2 de março e 18 de outubro representam apenas 27,5% do acréscimo da mortalidade registado relativamente à média dos últimos cinco anos, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os dados divulgados, no período desde a chegada da pandemia ao país morreram 72.519 pessoas, mais 7.396 mortes do que a média do período homólogo dos cinco anos anteriores, sendo a Covid-19 responsável por 2.198 óbitos, ou seja, 27,5% do total do aumento da mortalidade.

"O acréscimo da mortalidade, verificado a partir de março, relativamente à média dos últimos cinco anos é explicado apenas em parte pelos óbitos por covid-19", pode ler-se na informação do INE, que destaca ainda que só nas derradeiras quatro semanas (21 de setembro a 18 de outubro) houve mais 612 óbitos face à média entre 2015 e 2019, dos quais 278 (45,4%) devido ao novo coronavírus.

13h30 - Governo espera concluir em breve negociação com privados

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde disse hoje que conta ter o processo negocial com os privados concluído em breve e que dele terão de resultar "boas decisões" pois o importante é tratar doentes e salvar vidas.

Lacerda Sales disse que o processo negocial com os privados "está em curso" e "com certeza será levado a bom porto".

"Terá de haver boas decisões, boas soluções e não me quero antecipar a essas soluções. O que não podemos é perder o foco naquilo que é importante e o importante é tratar doentes e salvar vidas", afirmou.


13h27 - Número de infetados em casa de saúde mental em Barcelos sobe para 75

O número de infetados pelo novo coronavírus na Casa de S. João de Deus, em Barcelos, no distrito de Braga, subiu para 75, entre utentes e colaboradores, atualizou hoje a instituição.

Em comunicado, a instituição refere que os infetados são 63 utentes e 12 colaboradores.

A meio da manhã, a instituição dava conta de 73 infetados.

Cinco dos utentes infetafos foram encaminhados para as unidades de saúde de referência.

Na maioria dos casos, refere o comunicado, os infetados estão assintomáticos.

"As pessoas em causa estão em isolamento, de acordo com as indicações das entidades competentes/autoridade de saúde", diz ainda.

13h22 - Um morto, cinco utentes e nove funcionárias infetados em lar da Marinha Grande

Um utente do lar das Vergieiras, da Misericórdia da Marinha Grande, morreu infetado com covid-19, instituição onde outros cinco utentes e nove funcionárias testaram positivo para a doença, disse hoje à agência Lusa o provedor.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia da Marinha Grande adiantou que atualmente o lar tem cinco utentes infetados, um dos quais "foi transferido esta noite para o hospital de Leiria, porque o seu estado de saúde agravou-se". Os restantes quatro estão em isolamento.

Estão ainda infetadas com o novo coronavírus nove funcionárias.

13h19- Câmara de Vizela diz que recolher obrigatório ajudaria a mitigar pandemia

O presidente da Câmara de Vizela afirmou hoje que o dever de permanência no domicilio, ao "não pôr em causa" a economia, ajudaria a mitigar a evolução da pandemia de Covid-19 e "o alastrar" de contágios no concelho.

"Somos uma população de cerca de 24 mil habitantes e nos últimos sete dias aumentamos em 100 o número de casos", afirmou Vítor Hugo Salgado em declarações à Lusa, acrescentando que o número de novas infeções pelo SARS-CoV-2 passou de 272 para 373 na última semana.

Vítor Hugo Salgado afirmou estar em "contacto permanente" com o secretário de Estado Eduardo Pinheiro, que está a coordenar a pandemia na região Norte, e que aguarda o Conselho de Ministros extraordinário [de sábado] para que sejam implementadas medidas mais "globais".

"Estamos numa fase preocupante e acho que é necessário tomar o máximo de medidas de forma concertada", afirmou.

O autarca salientou que a situação no concelho de Vizela, distrito de Braga, está "bastante preocupante" dado, por um lado, a aproximação ao concelho de Guimarães, e por outro, aos concelhos de Felgueiras e Lousada, onde foram implementadas, a par com Paços de Ferreira, medidas mais restritivas para combater a evolução da covid-19.

Nesse sentido, a autarquia tomou uma série de medidas para evitar os contágios e mitigar a propagação da doença, bem como medidas de apoio social.

13h12 - Comissão Europeia pede aos países da UE para transferirem já pacientes

A Comissão Europeia pediu hoje aos Estados-membros da União Europeia (UE) para começarem já a transferir pacientes com covid-19 para outros países devido ao "risco real" de os hospitais ficarem "saturados" pelo aumento de internamentos.

"Há um risco real de os sistemas de saúde ficarem agora saturados, devido ao aumento do número de casos, e ao nível da UE esperamos que exista, o mais rapidamente, colaboração e solidariedade para podermos enfrentar a atual situação", declarou a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, falando em conferência de imprensa após a reunião dos ministros europeus com esta tutela.

Assim, "estamos a pedir aos Estados-membros que respondam aos avisos prévios da Comissão e organizem transferências transfronteiriças de pacientes e disponibilizem camas nos hospitais", concretizou a responsável, nas declarações aos jornalistas por via digital, como decorreu também a reunião dos ministros da Saúde.

Isto poderia permitir, por exemplo, transferir doentes com covid-19 da Bélgica, que é o Estado-membro com mais casos face à dimensão da população, para países vizinhos, como o Luxemburgo.

13h00 - CIP exprime preocupação

A Confederação Empresarial de Portugal vem avisar que um eventual novo confinamento e recolher obrigatório ameaçam "asfixiar as empresas", conduzindo a mais desemprego e falências. A estrutura exorta o Governo a aplicar "apenas medidas cirúrgicas".

"A CIP apela ao Governo para que aplique apenas medidas cirúrgicas e nunca, em caso algum, limitações e constrangimentos gerais, genéricos e de duração imprevisível que afetam, num só golpe e de forma imediata, a confiança das pessoas e das empresas na economia", afirma a confederação, em comunicado, na véspera de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para definir novas medidas de controlo da pandemia.

"Asfixiar as empresas com um contexto fortemente limitativo da sua atividade causará mais desemprego e mais falências, muitas delas irrecuperáveis ou de efeitos duradouros", acrescenta a CIP, sem deixar de reconhecer a importância da defesa da saúde pública.

12h51 - "Escusam de ter medo"

O líder do PSD afirmou esta sexta-feira, à saída da audiência com o primeiro-ministro, que a situação é grave e que isso não pode ser escondido, de modo a que as pessoas adequem os comportamentos. Dando exemplos como os ajuntamentos na Nazaré, Rui Rio disse que estes fogem à lógica legal e do bom senso, pondo em risco a saúde de todos. Alertou que o estado de emergência não será o que aconteceu em março ou abril.
"Escusam de ter medo porque não vai ser assim. Mas devia ser. Infelizmente, não será porque não pode ser", argumenta. E garante que o PSD está do lado da solução, apesar de não passar carta branca ao Executivo.

Rui Rio diz que pandemia é "substancialmente mais grave do que em março ou abril". "É preciso que sejam todos os portugueses a estarem conscientes disto", referindo-se a um aumento do número de casos para vários milhares.

Rui Rio refere que cabe ao Governo apresentar soluções e à oposição apresentar propostas, o que estão a fazer. Mas adianta que agora é também feita uma análise à atuação do Governo, que "não é positiva", estando a agora a ver-se os resultados. Alerta, no entanto, que o país está primeiro e o PSD quer fazer parte da solução.

Alerta que estado de emergência não será o que aconteceu em março ou abril, de fechar o máximo possível. "Escusam de ter medo porque não vai ser assim. Mas devia ser. Infelizmente, não será porque não pode ser", por causa da economia, argumenta.

"Irá o Governo avaliar amanhã [sábado] aquilo que quer fazer e se para o que quer fazer necessita desse quadro legal, mas o estado de emergência, infelizmente, não pode ser da mesma forma que em março e abril", afirmou Rio, dizendo que tal seria desejável pelo lado saúde, mas impossível pela economia.

12h37 - Pelo menos 1,182 milhões de mortos em todo o mundo

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 1.182.840 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, segundo o balanço diário da agência France-Presse.

Mais de 45.105.670 pessoas foram infetadas pelo novo coronavírus em todo o mundo, segundo o balanço, feito às 11h00 TMG (12h00 em Lisboa) de hoje com base em fontes oficiais.

Até hoje, pelo menos 30.209.500 pessoas foram consideradas curadas de Covid-19, acrescenta a agência francesa, sublinhando que os números oficiais refletem apenas parte do número real de contaminações no mundo.

Alguns países só testam os casos graves, outros utilizam os testes sobretudo para rastreamento e muitos países pobres dispõem de capacidades limitadas de testagem.

Na quarta-feira, registaram-se 7.040 mortes e 547.647 novas infeções, segundo os números coligidos e divulgados pela agência.

12h29 - Áustria com mais 5.267 infetados, um novo recorde diário

As autoridades de saúde austríacas registaram mais 5.267 casos de infeção, o que eleva o total para 99.576.

O chanceler Sebastian Kurz já afirmou que os hospitais estão além da capacidade de seis mil infeções diárias.

O Governo austríaco vai anunciar amanhã novas medidas restritivas para tentar travar a pandemia.

12h18 - Infeções e internamentos aumentam na Suíça

As infeções pelo novo coronavírus na Suíça aumentaram em 9.207 e as hospitalizações, devido à Covid-19, em 279.

O total de casos confirmados na Suíça e no pequeno principado vizinho de Liechtenstein aumentou para 154.251 e o número de mortos aumentou de 52 para 2.037.

12h05 - Instalações das Forças Armadas podem estender capacidade até duas mil camas

As instalações das Forças Armadas, nomeadamente centros de acolhimento para casos Covid-19 menos urgentes, poderão estender a sua capacidade até às duas mil camas num cenário limite, afirmou hoje o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.

Gomes Cravinho e o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, presidiram esta manhã, nas instalações do Ministério da Defesa à assinatura de uma adenda ao protocolo de cooperação entre a Direção de Saúde do Exército e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), que prevê um aumento de 60 camas disponíveis no Centro de Apoio Militar Covid-19.

"Nós temos estes estabelecimentos de qualidade hospitalar, o Centro de Apoio Médico Militar Covid-19, temos os Hospitais das Forças Armadas e depois temos também capacidade para ir até duas mil camas em centros de acolhimento, ou seja, unidades das Forças Armadas que não são hospitais nem centros de saúde, mas que têm a disponibilidade de acolher doentes", adiantou o ministro, em declarações aos jornalistas, depois de questionado sobre a capacidade limite de camas num cenário grave de evolução da pandemia.

Cravinho deu o exemplo da Base Aérea de Beja onde estão instaladas 54 utentes de um lar em que houve um surto, que não têm "necessidade de cuidados mais intensivos".

"Podemos replicar esse modelo em muitas unidades pelo país fora perfazendo uma capacidade total de duas mil camas em simultâneo", sublinhou.

Para já, a adenda assinada esta manhã prevê que às atuais 30 camas disponibilizadas pelo Exército ao Serviço Nacional de Saúde, no CAM COVID-19, se juntem mais 60, "de forma faseada".

O ministro apontou que as primeiras 30 camas estão "cobertas por recursos humanos do Exército", sendo necessários recursos da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, que serão disponibilizados de acordo com a necessidade.

11h52 - África com mais 185 mortes nas úlimas 24 horas totaliza 1.759.794 casos

África registou mais 185 mortes devido à covid-19 nas últimas 24 horas, aumentando para 42.336 o total de vítimas mortais pelo novo coronavírus, que já infetou 1.759.794 pessoas na região, segundo dados oficiais.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nos 55 Estados-membros da organização, nas últimas 24 horas registaram-se nesta região mais 11.459 casos de covid-19.

O número de recuperados é agora de 1.438.841, mais 8.283.

A África Austral continua a registar o maior número de casos de infeção e de mortos, tendo ultrapassado a barreira dos 800.000 casos e atingindo agora os 801.143 infeções e 20.621 mortos.

Nesta região, só a África do Sul, o país mais afetado do continente, contabiliza 721.770 casos e 19.164 óbitos.

O norte de África, a segunda zona mais afetada pela pandemia, tem 498.241 pessoas infetadas e 13.917 mortos e na África Oriental há 210.481 infetados e 3.904 vítimas mortais.

Na região da África Ocidental, o número de infeções é de 189.713, com 2.758 vítimas mortais, e a África Central regista 60.216 casos e 1.136.

11h40 - Doentes com Covid-19 a recorrer cada vez mais tarde aos hospitais

A diretora do serviço de Medicina Interna do Hospital Santa Maria, em Lisboa, alerta para a tardia receção de doentes com Covid-19 nos hospitais nacionais.

Leonor Carvalho avisa que esta situação leva a que os infetados cheguem ao SNS num estado de saúde mais grave do que na primeira vaga.

Leonor Carvalho revela que a pressão é cada vez maior para dar resposta ao número crescente de doentes com o novo coronavírus.

11h30 - Situação dramática na Europa com 1.104.121 casos numa semana

A Europa registou, na semana passada, um total de 1.104.121 novos casos positivos de Covid-19, uma situação que a Comissão Europeia classificou hoje como "dramática", destacando também o "aumento do número de mortes" nos últimos dias.

"Só na semana passada assistimos a 1.104.121 novas infeções confirmadas na Europa - um número do tamanho de Bruxelas -, já para não falar do aumento do número de mortes na Europa. Isto é dramático", declarou a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides.

Falando no arranque da videoconferência dos ministros de Saúde da União Europeia (UE), a responsável notou que, "à medida que se verifica um ressurgimento de casos, as medidas de preparação postas em prática" na primeira vaga "tornam-se ainda mais cruciais para as próximas semanas".

"Algumas destas medidas são dolorosas e já existe cansaço pandémico por parte dos cidadãos, mas precisamos de ultrapassar esta situação com o aumento dos testes e do rastreio de contactos, o reforço da capacidade do setor da saúde e a aplicação de restrições na vida quotidiana, onde for necessário, para quebrar a cadeia de transmissão", exortou Stella Kyriakides.

11h21 - Ordem dos Médicos quer divulgação de mapas de risco e comunicação mais clara e eficaz

A Ordem dos Médicos defende a divulgação de mapas de risco regionais, para motivar os cidadãos a cumprirem medidas de proteção e travar a transmissão do novo coronavírus, e uma estratégia de comunicação mais clara, eficaz e concisa.

Em comunicado, o gabinete de crise para a Covid-19 da Ordem dos Médicos (OM) defende uma aposta numa comunicação “clara, concisa e eficaz, realizada também por quem está mais próximo de setores sociais distintos e de diferentes gerações, para motivar os cidadãos a cumprirem as normas definidas pela DGS”, e a criação de “um plano para refutar as falsas informações habitualmente associada a alguns movimentos inorgânicos”.

A OM defende igualmente a libertação dos médicos de família e respetivas equipas das múltiplas tarefas relacionadas com a covid-19, para "manter aberta a principal porta de entrada no SNS”, o que pode passar pela criação de uma linha de saúde específica para o sistema de rastreio 'Trace-Covid', com equipas médicas próprias para seguirem e tratarem à distância os doentes em ambulatório e estarem disponíveis para receber os seus contactos.

11h13 - Três casos positivos entre trabalhadoras da secretaria da Câmara de Melgaço

Três das sete funcionárias da secretaria da Câmara de Melgaço testaram positivo ao novo coronavírus, estando as restantes em teletrabalho, e o balcão de atendimento aos munícipes reabriu hoje, disse o presidente da autarquia.

Em declarações à agência Lusa, o autarca Manoel Batista adiantou que, no total, foram realizados 73 testes de despiste a funcionários da autarquia.

Segundo o autarca socialista daquela autarquia no distrito de Viana do Castelo, do total de testes efetuados na sequência de duas funcionárias da secretária geral da área financeira terem acusado positivo, foram conhecidos os resultados de 71, sendo que se constatou que uma terceira pessoa daquele serviço contraiu o SARS-CoV-2, que provoca a doença Covid-19.

11h05 - Casos no Irão ultrapassam os 600 mil

As autoridades de saúde iranianas reportaram, mais 8.011 casos de infeção por SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, o que elevou o número total para 604.592.

Morreram mais 365 pessoas, elevando o número de óbitos para 34.478.

10h50 - Escola encerrada por falta de assistentes operacionais em Torres Vedras

A escola do primeiro ciclo de Campelos, no concelho de Torres Vedras, está encerrada até quarta-feira, depois de dois funcionários terem ficado infetados pela Covid-19 e outros sete estarem em quarentena, disse hoje o diretor do agrupamento.

Joaquim Pinto Gonçalves, diretor do Agrupamento de Escolas Padre Vítor Melícias, a que pertence a EB1 de Campelos, explicou à agência Lusa que o estabelecimento está encerrado desde o início da semana e até à próxima quarta-feira.

"Dois assistentes operacionais, contagiados fora da escola, testaram positivo (à Covid-19) e temos os outros sete de quarentena por precaução", afirmou, justificando que, "sem assistentes operacionais, não há condições para a escola funcionar e as turmas foram mandadas para casa".

10h40 - Indonésia com mais 8.297 infetados e 91 óbitos

10h30 - A resposta à Covid-19 em Santa Maria

O Hospital Santa Maria, em Lisboa, tem uma urgência específica para receber os casos suspeitos de Covid-19. A evolução da pandemia na área da capital está a esgotar a capacidade do serviço.
Situação comum a muitos hospitais no país.

10h18- França inicia segundo confinamento nacional

A França inicia hoje um novo confinamento nacional para tentar deter o novo coronavírus, uma decisão drástica que o Governo teve de tomar devido ao fracasso de outras medidas, como o recolher obrigatório nas regiões.

O país é o segundo na Europa, depois da Irlanda, a aplicar um novo confinamento nacional, que neste caso se estenderá inicialmente por um mês, até 1 de dezembro.

10h03 - Polónia com novo recorde diário de casos e hospitais sobrecarregados

A Polónia reportou mais 21.629 infeções com o novo coronavírus mas últimas 24 horas, numa altura em que os hospitais do país estão, segundo o Ministério da Saúde, sobrecarregados.

Morreram mais 202 pessoas, elevando o total de mortos para 5.351.

9h50 - Restrição de circulação decorre calmamente no concelho de Sintra

O comandante do destacamento de trânsito de Carcavelos faz um balanço positivo.


9h44 - Ovar com 21 infetados em lar de Cortegaça e a preparar 120 testes no de Maceda

A Câmara Municipal de Ovar revelou esta madrugada que há 21 utentes e funcionários infetados com o novo coronavírus no lar de idosos de Cortegaça, anunciando para hoje 120 testes de diagnóstico também na residencial sénior de Maceda.

"Neste momento existe um surto no lar de Cortegaça e temos conhecimento de 13 utentes infetados e ainda oito quadros. Todos estão assintomáticos e temos a certeza de que as medidas estão a ser implementadas com o devido rigor", refere o presidente daquela autarquia do distrito de Aveiro, Salvador Malheiro, numa mensagem em vídeo enviada à comunicação social.

Já na estrutura residencial para idosos da freguesia de Maceda, o vírus SARS-CoV-2 foi detetado num cidadão, mas o autarca adianta: "Hoje vamos testar 120 pessoas e estamos prontos para atuar de imediato no sentido de poder voltar à normalidade".

9h32 - Operação da GNR será focada na fiscalização e sensibilização

A GNR garante que irá adotar uma postura pedagógica, mas alerta que quem desrespeitar as ordens vai estar a violar a lei.


9h16 - Austrália com cerca de 200 casos ativos, o número mais baixo em quatro meses

O número de casos ativos na Austrália são os mais baixos dos últimos quatro meses, são pouco mais de 200.

Em agosto, o país registava o pico de mais de oito mil.

Nas últimas 24 horas, a Austrália reportou mais 11 novas infeções, a maior parte em pessoas que estavam em quarentena num hotel depois de chegarem do exterior.

9h13 - Surto em Barcelos com 73 infetados

Na Casa de Saúde São João de Deus estão infetados 62 utentes e 11 funcionários.

A Casa de Saúde de São João de Deus adiantou à RTP que a maioria dos infetados está assintomática e que todos os casos positivos estão em isolamento.

9h08 - Condutores surpreendidos durante fiscalização

PSP e GNR já estão a fiscalizar o cumprimento das restrições de circulação entre concelhos. As restrições têm vindo a ser divulgadas há vários dias mas, mesmo assim, esta madrugada, alguns condutores mostraram-se surpreendidos.


9h00 - Principal clérigo dos cristãos ortodoxos do Montenegro morre de Covid-19

Amfilohije Radovic, tinha 82 anos e estava internado desde 6 de outubro.

8h50 - Ucrânia reporta mais 8.312 casos, novo recorde diário

A Ucrânia registou um recorde de 8.312 novos casos de infeção nas últimas 24 horas, o que elevou o total para 387.729.

Foram ainda reportados mais 173 óbitos, o que eleva o total 7.041.

8h42 - Trabalhadores independentes recebem hoje apoios retroativos

Os trabalhadores independentes recebem hoje os apoios à redução da atividade causada pela pandemia de covid-19 com retroativos a março ou maio, disse à Lusa fonte oficial do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Em causa estão os pedidos que entraram na Segurança Social durante o período excecional, entre os dias 23 e 30 de setembro, relativos aos apoios para períodos retroativos.

8h30 - Rússia com mais de 18 mil infetados bate novo recorde

As autoridades russas reportaram mais 18.283 novos casos de infeção, dos quais 5.268 em Moscovo.

Os últimos números elevam o número total para 1.599.976.

Foram ainda registados mais 355 óbitos nas últimas 24 horas, elevado o total de mortos para 27.656.

8h19- China soma um caso local e 24 oriundos do exterior

A Comissão de Saúde da China anunciou hoje ter identificado um caso de contágio local, nas últimas 24 horas, na cidade de Qingdao, nordeste do país, e 24 casos oriundos do exterior.

O contágio local é o de uma enfermeira, de 34 anos, que trabalhava no Hospital para Doenças Pulmonares de Qingdao, foco de um surto de covid-19 na primeira quinzena de outubro, devido à desinfeção negligente do aparelho usado por um paciente infetado.

8h10 - Aumento da publicidade ‘online” devido à pandemia faz disparar lucros do Facebook em 61%

O aumento da publicidade ‘online’ devido à pandemia fez disparar os lucros do Facebook, que anunciou receitas de 17.927 milhões de dólares (15.354 milhões de euros) entre janeiro e setembro, mais 61% face a 2019.

O grupo tecnológico liderado por Mark Zuckerberg faturou 57.893 milhões de dólares (49.606 milhões de euros) nos primeiros nove meses do atual exercício fiscal, a grande maioria provenientes do negócio de publicidade ‘online’ nas redes sociais Facebook e Instagram (que também integra o portefólio da empresa).

A área da publicidade é a principal fonte de receita da empresa.

8h00 - Alemanha regista 18.681 infeções em 24 horas, novo máximo diário

As autoridades alemãs registaram 18.681 novas infeções nas últimas 24 horas, um novo máximo diário, enquanto o número de casos ativos ascende a cerca de 143.000, segundo dados do Instituto Robert Koch (RKI) de virologia.

Na sexta-feira da semana passada, os novos casos chegaram aos 11.242 em 24 horas.

O número total de casos positivos desde que a primeira infeção foi registada no país, no final de janeiro, é de 499.694, com 10.349 mortes, mais 77 nas últimas 24 horas.

Entretanto, cerca de 345.700 pessoas já superaram da doença.

O número de pacientes com coronavírus nas unidades de cuidados intensivos é de 1.696, de acordo com dados da Associação Interdisciplinar Alemã de Cuidados Intensivos e Medicina de Emergência (DIVI).

Atualmente, 21.785 camas em cuidados intensivos estão ocupadas e 7.759 estão livres.



7h38 - Ponto de situação

Já está em vigor a restrição de circulação entre concelhos. Até terça-feira, às 6h00, há restrições.As restrições e reforço da fiscalização aplicam-se a todo o país. Quem não cumprir incorre num crime de falsas declarações ou de desobediência às autoridades.


A decisão foi tomada pelo Governo na semana passada, tendo em vista a contenção da segunda vaga da pandemia.

Nestes dias, seria esperada a deslocação de pessoas para fora da área de residência por causa do Dia de Finados, altura em que muitos portugueses se deslocam aos cemitérios.

As exceções
Quem reside e trabalha em concelhos da mesma áera metropolitana não precisa de uma declaração da entidade patronal. Basta um compromisso de honra.PSP e GNR já estão a ficalizar o cumprimentos das restrições. Foi assim em Lisboa e no Porto, com as forças de segurança a mandarem parar os condutores.

As restrições não se aplicam a profissionais de saúde, Proteção Civil, forças de segurança e Forças Armadas. A isenção abrange ainda políticos, magistrados e dirigentes dos parceiros sociais e dos partidos.

Crianças e jovens podem circular para ir às aulas ou frequentar outras atividades.

As deslocações para centros de dia também estão autorizadas, assim como para tribunais.

É possível ir a espetáculos nos concelhos limítrofes ou da mesma área metropolitana e ficar num hotel, desde que haja comprovativo.
O primeiro-ministro, António Costa, garante que as medidas de restrição à circulação estão dentro do "quadro legal e constitucional".
Costa recebe partidos
O primeiro-ministro reúne-se esta sexta-feira com os partidos para debater as novas medidas para conter a pandemia. António Costa recebe, em São Bento, as forças com representação parlamentar para procurar um consenso sobre as medidas a aplicar.

Os encontros começam às 10h00 com o PSD.

As medidas a tomar pelo Governo serão anunciadas por António Costa, no sábado, no final de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros.
Com parceiros sociais
A evolução da pandemia motiva também uma reunião marcada para esta sexta-feira entre Governo e parceiros sociais. Trata-se de uma reunião da Comissão Permanente de Concertação Social e vai ser por videoconferência.

A reunião foi convocada pelo Executivo.

Será ainda debatida a suspensão excecional dos prazos de sobrevigência da contratação coletiva.
Reunião do Conselho de Saúde Pública

O Conselho Nacional de Saúde Pública reúne-se hoje para avaliar as medidas que poderão vir a ser tomadas para conter a pandemia.

A reunião foi convocada pela ministra da saúde e vai decorrer por videoconferência a partir das 15h00.
O último encontro decorreu na semana passada. O Conselho Nacional de Saúde Pública recomendou uma maior aposta em medidas preventivas.
O que diz Marcelo
O Presidente da República admite novo estado de emergência em Portugal e admite falar ao país na próxima semana.
Marcelo Rebelo de Sousa afirma que, no futuro, tem de ser encontrado um quadro legal para enquadrar as medidas da pandemia.
O quadro em Portugal
Morreram mais mais 33 pessoas entre quarta e quinta-feira vítimas da Covid-19, segundo o último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. Houve registo de mais 4224 infetados - um novo máximo de infeções e pelo segundo dia consecutivo.

O número de internamentos continua a subir há vários dias. Há mais 40 pessoas internadas, num total de 1834.
Nos cuidados intensivos estão mais sete pessoas, num total de 269 doentes em estado grave.
O quadro internacional
A pandemia da Covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 44,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, de acordo com o balanço em permanente atualização por parte da agência France Presse.

O Parlamento espanhol aprovou ontem o prolongamento do estado de emergência por mais seis meses, quando a maioria dos países europeus voltava a registar novos máximos de contágios de Covid-19. Só em Espanha foram registados mais de 23 mil novas infeções.

Há já mais de um milhão de infeções entre os espanhóis desde o início da pandemia. O impacto negativo sobre a economia é evidente.
Um estado de espírito que voltou a extravasar em protestos violentos nas cidades italianas de Génova e Palermo - protestos contra restrições que se revelam apesar de tudo insuficientes para travar a segunda vaga da pandemia.