Presidente da Coreia do Sul pede desculpa mas não se demite

O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, apresentou este sábado "sinceras desculpas" pela imposição da lei marcial, mas não se demitiu, poucas horas antes da votação parlamentar da destituição.

RTP /
Foto: Kim Soo-hyeon - Reuters

Numa breve mensagem transmitida pela televisão, Yoon anunciou que ia confiar ao seu partido a tarefa de adotar "medidas para estabilizar a situação política", incluindo sobre o mandato presidencial.

O presidente sul-coreano prometeu também que não ia tentar declarar a lei marcial uma segunda vez.

Entretanto, esta manhã (hora local), o Parlamento sul-coreano anunciou que iria reunir-se às 17h00 (8h00 em Lisboa). Em primeiro lugar, vai votar um projeto de lei que nomeia um procurador especial para investigar as alegações de tráfico de influências que envolvem a mulher de Yoon e, de seguida, a destituição do presidente sul-coreano.

Na sexta-feira, a votação tinha sido anunciada para as 19h00 (10h00 em Lisboa).

Para destituir Yoon é necessário o apoio de 200 dos 300 membros da Assembleia Nacional (Parlamento). Os partidos da oposição que apresentaram conjuntamente a moção de destituição têm 192 lugares.

Isso significa que precisam de pelo menos oito votos do Partido do Poder Popular de Yoon.

Na quarta-feira, 18 membros do PPP juntaram-se à votação que cancelou por unanimidade a lei marcial, menos de três horas depois de Yoon ter declarado a medida na televisão, chamando ao parlamento controlado pela oposição um "antro de criminosos".

A votação decorreu num momento em que centenas de soldados fortemente armados cercavam a Assembleia Nacional, numa tentativa de perturbar a votação e, possivelmente, de deter políticos importantes.
Partido do Presidente diz que demissão "é inevitável"
A demissão do presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, "é inevitável", declarou este sábado o líder do Partido do Poder Popular (PPP), Han Dong-hoon.

"O exercício normal das funções do Presidente é impossível nestas circunstâncias e a demissão antecipada é inevitável", disse o responsável aos jornalistas.

c/ Lusa

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