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Jorge Fonseca perde bronze, mas é cabeça de série em Paris2024

por Lusa
Foto: Tiago Petinga - Lusa

O judoca Jorge Fonseca fechou hoje a participação portuguesa nos Mundiais em Abu Dhabi em quinto lugar em -100 kg, ao perder no combate de atribuição do bronze com o japonês Dota Arai, por ippon.

Fonseca, de 31 anos, saiu de Abu Dhabi com três vitórias e duas derrotas, com um resultado que ainda assim lhe deve permitir entrar entre os cabeças de série em -100 kg nos Jogos Olímpicos Paris2023, o que era um dos objetivos.

No seu último combate, diante do jovem japonês Dota Arai, de 19 anos, campeão mundial júnior em 2023, em Odivelas, Jorge Fonseca não resistiu às técnicas de ‘uchi mata’ [projeção com encaixe entre as pernas do adversário] do seu adversário.

Logo nos primeiros segundos, o que Jorge Fonseca também tinha conseguido frente aos primeiros adversários, Dota Arai conseguiu projetar parcialmente o português, pontuando para waza-ari aos 17 segundos, e pouco antes do último minuto voltou a ter vantagem.

O português, campeão mundial em 2019 e 2021 e medalha de bronze nos últimos Jogos Olímpicos, em Tóquio, em 2021, sai destes campeonatos do mundo com parte da missão cumprida, com grande probabilidade de ficar entre os oito favoritos em Paris2024.

Nos Mundiais, o judoca somou 720 pontos, e já descontando o seu quinto pior resultado (360 pontos), consegue chegar aos 4.260 pontos.

Um cenário que lhe deverá permitir ultrapassar o brasileiro Leonardo Gonçalves (oitavo), eliminado na segunda ronda, mas também o mongol Gonchigsuren Batkhuyag (sétimo), ausente da competição, enquanto o israelita Peter Paltchik deverá subir a oitavo, depois de chegar aos ‘oitavos’ em Abu Dhabi.

A seleção portuguesa sai dos Mundiais com dois quintos lugares, de Jorge Fonseca, mas também de Catarina Costa (-48 kg), que voltou a ficar à beira do pódio na competição, tal como em 2018, em Baku.

Nas contas do apuramento olímpico, Catarina Costa (-48 kg), Bárbara Timo (-63 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg) e Jorge Fonseca (-100 kg) estão em zona virtual de qualificação.

João Fernando deverá manter a quota continental de apuramento e quando ocupava a sétima posição dos 13 lugares existentes em masculinos para a Europa, mas mantém-se a incógnita se Taís Pina conseguiu manter a quota de realocação.

A Federação Internacional de Judo tinha até aos Mundiais três vagas excedentes para distribuir, não utilizadas pela Oceânia e a judoca portuguesa, que em Abu Dhabi perdeu na segunda ronda, ocupava uma delas.

As entradas diretas de João Fernando ou Taís Pina poderiam ter aberto uma via 'alternativa' para Telma Monteiro, com menos pontos, mas a judoca portuguesa mais medalhada de sempre perdeu na estreia nos campeonatos e está matematicamente fora do apuramento.

Após os Mundiais, a hierarquia 'fecha' para que a IJF comece a contabilidade final, com todos os acertos e exclusões existentes, para então comunicar aos Comités Olímpicos nacionais as quotas existentes (25 de junho) e se estes confirmaram a sua presença (02 de julho).
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