Começou a fase de instrução da Operação Pretoriano

por Inês Moreira Santos - RTP
IMAGO/Nicolo Campo via Reuters Connect

Arrancou esta segunda-feira a fase de instrução da Operação Pretoriano, que tem entre os nove arguidos Fernando Madureira, ex-líder da claque Super Dragões. A sessão já tinha sido adiada duas vezes devido, devido à greve dos oficiais de justiça.

Os principais arguidos são Fernando Madureira, que está em prisão preventiva, e a mulher, Sandra Madureira. Ambos chegaram ao tribunal por volta das 9h20.

A fase instrutória começa com os interrogatórios de Fernando Madureira, da mulher e antiga vice-presidente dos Super Dragões, um dos grupos organizados de adeptos afetos ao FC Porto. Posteriormente, seguem-se as audiências com alguns dos outros arguidos, entre os quais Carlos Nunes, mais conhecido por Jamaica, José Pedro Pereira e Fernando Saul, ex-funcionário do clube azul e branco.

Os suspeitos foram detidos em janeiro deste ano, depois de acusados de terem agredido e ameaçado adeptos na noite de 13 de novembro de 2023.

O casal Madureira já devia ter prestado declarações, neste fase de instrução, mas devido à greve dos oficiais de Justiça a sessão foi duas vezes adiada, tendo entre as testemunhas Pinto da Costa. Em causa está a designada Operação Pretoriano, cuja acusação do Ministério Público (MP) denuncia uma eventual tentativa de os Super Dragões “criarem um clima de intimidação e medo” numa Assembleia Geral (AG) do FC Porto, em 13 de novembro de 2023, na qual houve vários incidentes e agressões, para que fosse aprovada uma revisão estatutária “do interesse da direção” do clube, então liderado por Pinto da Costa.

Fernando Madureira é, para já, o único arguido em prisão preventiva, enquanto os restantes oito foram sendo libertados em diferentes fases, incluindo Sandra Madureira, Fernando Saul, Vítor Catão ou Hugo Carneiro, apelidado de ‘Polaco’ e igualmente com ligações à claque.

Estão em causa 19 crimes de coação e ameaça agravada, sete de ofensa à integridade física no âmbito de espetáculo desportivo, um de instigação pública a um crime, outro de arremesso de objetos ou produtos líquidos e ainda três de atentado à liberdade de informação.

Hugo Carneiro também está acusado de detenção de arma proibida, sendo que o MP requer penas acessórias de interdição de acesso a recintos desportivos entre um e cinco anos.

O FC Porto e a SAD gestora do futebol profissional azul e branco constituíram-se assistentes da Operação Pretoriano, que foi desencadeada em 31 de janeiro, no âmbito da investigação aos desacatos observados na AG extraordinária do clube, tendo resultado na detenção de 12 pessoas.

c/ Lusa
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