Conferência Episcopal discute indemnizações às vítimas de abusos sexuais

As compensações financeiras às vítimas de abusos no seio da Igreja Católica são tema central da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, que decorre até quinta-feira em Fátima.

João Vasco /

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O tema tem estado na ordem do dia desde que, em abril, e após meses de debate, a Conferência Episcopal aprovou a criação de um fundo, “com contributo solidário de todas as dioceses”, para compensar financeiramente as vítimas de abuso sexual no seio da Igreja Católica em Portugal.

O processo assenta na apresentação dos pedidos de compensação até dezembro de 2024. Os pedidos devem ser feitos ao Grupo VITA – criado pela Conferência Episcopal na sequência do trabalho da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica, que validou 512 testemunhos de casos ocorridos entre 1950 e 2022, apontando, por extrapolação, para um número mínimo de 4.815 vítimas - ou às comissões diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis.

A coordenadora do Grupo VITA, psicóloga Rute Agulhas, refere à Antena1 que o número de 53 pedidos de indemnização recebidos até ao momento deverá ficar desatualizado em breve e defende que os montantes de cada indemnização devem ser definidos "caso a caso".

Uma opinião que contrasta com a de António Grosso, da Associação Coração Silenciado.

(Com Lusa)
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