Nuno Marques diz que Pedro Sousa é a melhor opção para Portugal

| Ténis

Nuno Marques justificou hoje a aposta em Pedro Sousa com o argumento de que foi a melhor decisão para a seleção portuguesa de ténis, que vai discutir o 'play-off' do Grupo Mundial da Taça Davis com a Alemanha.

"A decisão é sempre o que é melhor para a equipa. Temos opções e um contexto, sinto-me confiante com a escolha para amanhã [sexta-feira]", disse o selecionador nacional, sem especificar os motivos que o levaram a eleger o lisboeta.

A grande incógnita do 'play-off' que vai opor Portugal e Alemanha, na luta pela presença no Grupo Mundial na próxima temporada, era se seria o segundo jogador luso mais bem posicionado no 'ranking' mundial (107.º) ou Gastão Elias, o habitual número dois de Portugal na Taça Davis, a alinhar nos singulares, tendo o 'capitão' optado por Pedro Sousa.

"Sempre que venho à Taça Davis estou pronto para jogar, é uma decisão que cabe ao Nuno. O Nuno desta vez escolheu-me a mim, vou tentar ganhar o meu jogo, que é o mais importante", defendeu o número dois nacional, que negou ter ficado surpreso com a escolha do selecionador.

Sousa, reconheceu, no entanto, que não está habituado a jogar à melhor de cinco 'sets'. "Não sei se vai ser melhor ou pior, não tinha pensado nisso ainda. Vamos ver como corre", acrescentou.

Sobre Jan-Lennard Struff, o seu adversário no encontro de singulares de sexta feira, o 107.º classificado da hierarquia ATP enalteceu o seu "bom serviço" e definiu o número um alemão como "um jogador que bate forte na bola".

Já João Sousa admitiu que Cedrik-Marcel Stebe, o jogador que vai defrontar no primeiro encontro do 'play-off', é o elemento da seleção alemã que conhece pior.

"Pelo que tenho visto, tem vindo a fazer bons resultados. Já joguei com ele há muitos anos, em Wimbledon, no 'qualifying'. Estamos à espera de uma equipa muito forte. Vamos dar o melhor e tentar já amanhã vencer os dois singulares", referiu o número um nacional.

O 57.º tenista ATP confessou ainda que a equipa portuguesa nunca teve a sensação de que "poderia aparecer o [Alexander] Zverev pela porta". "Estávamos conscientes de que era esta a equipa que íamos defrontar. Independentemente de quem está, é uma equipa muito forte", acrescentou.

Questionado sobre a sua nova condição de suplente, Gastão Elias lembrou que "já houve muitas vezes" em que não jogou à sexta-feira e garantiu que estará pronto sempre que a seleção portuguesa precisar de si.

"Na sexta, o máximo que posso fazer é apoiar os meus colegas", disse, merecendo o aplauso do antigo 'capitão' José Vilela, que ocupava o cargo de selecionador nacional há 23 anos, na outra ocasião em que Portugal teve a oportunidade de subir ao Grupo Mundial, mas perdeu por 4-0 com a Croácia.

A seleção portuguesa, que pode fazer história para o ténis nacional ao chegar, pela primeira vez, ao Grupo Mundial, é capitaneada por Nuno Marques e composta por João Sousa, Pedro Sousa, Gastão Elias (148.º) e João Domingues (184.º).

A formação da Alemanha, que é orientada por Michael Kohlmann e que não contará com os seus três principais tenistas - Alexander Zverev (4.º), Mischa Zverev (27.º) e Philipp Kohlschreiber (34.º) -, é integrada por Jan-Lennard Struff (54.º), Cedrik-Marcel Stebe (90.º), Yannick Hanfmann (136.º) e Tim Puetz (380.º).

O 'play-off' de acesso ao Grupo Mundial da Taça Davis decorre entre sexta-feira e domingo, no 'Centralito', o mais emblemático dos 'courts' de terra batida do complexo de ténis do Jamor (Oeiras).

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