Mais de metade dos desempregados não recebem subsídio

Mais de metade dos desempregados não recebem subsídio
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou novos dados sobre o subsídio de desemprego. Por um lado, aumenta o número de pessoas que recorrem a esse prestação. Por outro, aumenta o número desempregados que não beneficiam dela. O que pode parecer confuso tem uma explicação simples: no aumento do desemprego cabem os dois outros aumentos.

Os dados do INE sobre o subsídio de desemprego dizem respeito a Maio, mês em que o número de beneficiários dessa prestação atingiu os 375.240, contra os 363.573 do mês anterior.

Os dados sobre o desemprego referem-se ao primeiro trimestre do ano, em que o número de pessoas sem trabalho atingiu 819.300 pessoas. Em relação a esse total, o número de pessoas que recebem subsídio representa apenas 46 por cento.

O reverso da medalha são os 444.060 sem subsídio, ou seja 54,2 por cento do total.

O subsídio de desemprego tinha em maio um valor médio de 526,10 euros, com as seguintes variações:

- subsídio social de desemprego inicial (345,96 euros)
- subsídio social de desemprego subsequente (361,94 euros)
- prolongamento de subsídio social de desemprego (311,50 euros)

Há também variações regionais, sendo que no distrito de Lisboa o valor médio do subsídio atinge 596,87 euros, logo seguido de Setúbal, com 561,44 euros, ao passo que nos Açores esse valor médio não ultrapassa os 470,12 euros e em Beja os 480,52 euros.

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