Vuelta: Estratégia da Quick-Step Floors dá vitória e camisola vermelha a Lampaert

| Ciclismo

O ciclista belga Yves Lampaert venceu hoje a segunda etapa da Volta a Espanha, subindo à liderança da classificação geral, graças à estratégia da sua equipa, a Quick-Step Floors, nos últimos quilómetros da tirada.

O novo líder da prova, de 26 anos, concluiu os 203,4 quilómetros do dia em 04:36.13 horas, à frente do italiano Matteo Trentin e do britânico Adam Blythe (Aqua Blue Sport), beneficiando das bonificações para superar os seis segundos de vantagem que Rohan Dennis e os restantes elementos da BMC traziam do contrarrelógio coletivo de sábado.

O ataque do belga, no último quilómetro, rendeu a 'dobradinha' à Quick-Step Floors, que colocou Trentin no segundo posto, à frente de Blythe, que ainda assim deu à Aqua Blue, primeira equipa irlandesa numa grande volta, um resultado de que se orgulhar logo ao segundo dia.

Num dia atípico, sem uma fuga do dia para animar a etapa, devido à atenção do pelotão, que quis desde cedo evitar 'surpresas', foi o final que veio a alterar os 'planos' dos 'sprinters' para a chegada.

Depois do contrarrelógio coletivo do primeiro dia, a primeira etapa de fundo desenrolou-se inteiramente em terras francesas, com o ventó a soprar forte e o pelotão receoso de 'abanicos'.

A Katusha, de Ilnur Kakarin e José Gonçalves, tentou tomar partido do vento, mas o britânico Chris Froome assumiu a liderança do pelotão e a Sky começou a criar os primeiros cortes, ajudando a 'romper' o pelotão durante uma tirada de mais de 200 quilómetros.

A 3.000 metros do final, a equipa belga, que tinha sido segunda no 'crono', trouxe a 'artilharia pesada' para a ponta, com Trentin, à procura da vitória, a levar Lampaert na roda, sendo que o belga 'saltou' no último quilómetro e não olhou para trás, vestindo a 'vermelha' perante a surpresa do pelotão, que não acompanhou o trabalho ofensivo da Quick-Step Floors.

Para Lampaert, que conseguiu hoje a maior vitória da sua carreira, depois do 'ouro' mundial no 'crono' coletivo por clubes, em 2016, e da vitória na Bélgica, é "uma loucura" liderar uma grande volta, confessou no final da etapa, enquanto o luxemburguês Bob Jungels, colega de equipa do novo camisola vermelha, classificou como "perfeita" a ação da equipa durante a etapa.

Entre os favoritos à geral, o mais 'astuto' foi o italiano Vincenzo Nibali (Bahrain Mérida), que já venceu a 'Vuelta' em 2010, conseguindo chegar nos 10 primeiros, sem perdas de tempo para o vencedor, e ganhar oito segundo a Chris Froome (Sky), que é nono à geral, e do também italiano Fabio Aru (Astana), além de 13 ao espanholAlberto Contador (Trek-Segafredo), quatro vezes vencedor e que se despede este ano da proca, e ainda ao russo Ilnur Zakarin (Katusha-Alpecin).

O português Rui Costa (UAE Emirates) fechou o 'top 20', não se deixando apanhar pelos cortes do final, saltando para o 62.º da geral, a 59 segundos de Lampaert.

O luso mais próximo da liderança é Nelson Oliveira, que é 34.º a 41 segundos depois de hoje ter terminado em 46.º, enquanto Ricardo Vilela (Manzana Postobon) chegou em 67.º e é 77.º na geral, a 1.10 minutos.

José Gonçalves (80.º) chegou perto de Oliveira e Vilela, todos a 13 segundos do vencedor, estando na 120.ª posição da geral, enquanto Rafael Reis (Caja Rural-Seguros RGA) cedeu mais de sete minutos, na 189.ª posição, e é agora 184.º na geral individual, a 8.28.

Na segunda-feira, Lampaert, que tem um segundo de vantagem sobre Trentin e três sobre Daniel Oss (BMC), defende a camisola vermelha na primeira etapa de montanha, que atravessa um total de 158,5 quilómetros, de Prades a Andorra la Vella, depois de duas subidas de primeira categoria e uma de segunda.

Froome entra no terceiro dia com uma vantagem de cerca de meio minuto para os principais rivais, naquele que será o primeiro 'teste' à força dos candidatos à geral.

A informação mais vista

+ Em Foco

Na Grande Entrevista da RTP, o ministro João Matos Fernandes lamentou que os problemas ambientais sejam muitas vezes menorizados.

Foi considerado o “pior dia do ano” em termos de fogos florestais, com a Proteção Civil a registar 443 ocorrências. Morreram 45 pessoas. Perto de 70 ficaram feridas. Passou um mês desde o 15 de outubro.

    Todos os anos as praias portuguesas são utilizadas por milhões de pessoas de diferentes nacionalidades e a relação ambiental com estes espaços não é a mais correta.

      Uma caricatura do mundo em que vivemos.