Mundial 2026. Turquia - Estados unidos

Reportagem

Mundial 2026. Turquia - Estados unidos

A já eliminada Turquia despediu-se na quinta-feira do Mundial2026 de futebol com uma vitória nos descontos sobre os coanfitriões Estados Unidos (3-2), qualificados antecipadamente para os 16 avos de final, na terceira jornada do Grupo D.

Foto: Christopher Torres - EPA

No Estádio SoFi, em Inglewood, nos Estados Unidos, o recém-entrado Kaan Ayhan (90+8 minutos) garantiu o triunfo dos europeus, que vinham de duas derrotas e fizeram os primeiros golos nesta edição por Arda Güler (10) e Baris Yilmaz (31), enquanto Auston Trusty (três) e Sebastian Berhalter (49) marcaram a favor dos norte-americanos.

Esses cinco remates certeiros elevaram para 177 o número de tentos no Mundial2026, fixando um novo recorde na história da prova ao fim de 60 jogos, acima dos 172 anotados em 64 partidas na edição anterior, em 2022.

Os Estados Unidos falharam um inédito pleno de vitórias na primeira fase, mas já tinham garantido o primeiro lugar da ‘poule’ e terminaram com seis pontos, contra quatro da Austrália e do Paraguai, que empataram à mesma hora (0-0), com o conjunto da Oceânia a qualificar-se, e três da Turquia.

Na quarta-feira, em Santa Clara, os norte-americanos vão defrontar a Bósnia-Herzegovina, apurada para os 16 avos de final através do Grupo B, como uma das oito melhores terceiras classificadas.

Os Estados Unidos começaram enérgicos e ameaçaram em dois cantos sucessivos finalizados por Trusty, uma das nove novidades nas escolhas iniciais, que, já depois de ter atirado para defesa incompleta de Ugurcan Çakir, marcou ao minuto três, após solicitação na esquerda de Berhalter.

Os europeus reergueram-se e igualaram aos 10 minutos, beneficiando de uma combinação pela direita entre Baris Yilmaz e Güler, que contrariou a ineficácia turca nos dois jogos anteriores, apesar dos 62 remates somados.

A partida prosseguiu dividida e, se os Estados Unidos tiveram um golo de Mark McKenzie invalidado por posição irregular à meia hora, a Turquia fez a reviravolta aos 31 minutos, fruto de uma triangulação na esquerda entre Yildiz, Güler e Elmali, seguida de um remate de Kökcü, de regresso à titularidade, num total de sete alterações do conjunto europeu, que ainda desviou em Yilmaz.

Çakir afastou um remate do capitão Weston McKennie (45 minutos) e viu Trusty cabecear por cima (45+3) a caminho do intervalo, mas voltaria a ser desfeiteado no reatamento, aos 49, quando Berhalter atirou à entrada da área, volvidos dois cortes ao lançamento lateral de McKenzie na esquerda.

Os coanfitriões entusiasmaram-se e lançaram Christian Pulisic, que forçou duas defesas de Çakir (62 e 63 minutos), a segunda na direção do poste esquerdo, tendo Brenden Aaronson falhado na recarga no primeiro lance.

Pulisic (77 minutos) fez a última incursão dos Estados Unidos, intercalada pelas tentativas contrárias de Yildiz (72) e Yilmaz (89), que antecederam o golpe final da Turquia em tempo de compensação, aos 90+8, numa jogada construída entre os suplentes Can Uzun e Ayhan, para devolver os europeus aos triunfos em Mundiais 24 anos depois da medalha de bronze.

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