Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

por Inês Moreira Santos, Andreia Martins - RTP

Reuters

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Mais atualizações


01h02 – Zelensky diz que negociações continuam e condena ataque a teatro em Mariupol

O presidente da Ucrânia diz que as negociações com a Rússia continuam e que quer o que sempre quis: o fim da guerra.

No habitual discurso ao mundo, que fez há instantes, Volodymyr Zelensky condenou também o ataque ao teatro de Mariupol, onde estariam escondidas centenas de pessoas.

00h56 – Três pessoas morreram e cinco ficaram feridas, vítimas do bombardeamento de um mercado na cidade de Kharkiv

A notícia foi avançada pelo Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia.

Este ataque provocou um incêndio no edifício de 3.600 metros quadrados, que ficou completamente destruído.

Mais de cinquenta bombeiros estiveram a combater o fogo provocado pelo bombardeamento desse mercado.

00h51 – EUA criam 'task force' para "apreender e congelar" bens de oligarcas russos

Os Estados Unidos criaram uma 'task force' que pretende trabalhar com países aliados para "apreender e congelar" os iates, propriedades ou outros bens das elites da Rússia, em resposta à invasão russa da Ucrânia.

Esta 'task force' vai trabalhar com outros países aliados para investigar e processar oligarcas e indivíduos aliados do Presidente russo, Vladimir Putin.

Até agora, estão a ser investigados 50 indivíduos, sendo que 28 nomes já foram divulgados.

00h45 – Capacidade para acolher refugiados está esgotada, alerta OIM

O diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações diz que a capacidade para acolher refugiados está esgotada e que, nas próximas semanas, haverá mais pessoas a sair da Ucrânia. António Vitorino admite mesmo que o número de deslocados possa duplicar.

00h35 – Chanceler alemão pede a Putin que acabe com "guerra horrível"

O chanceler alemão pede a Vladimir Putin que "acabe com esta guerra horrível já". Olaf Scholz reafirma o apoio da Alemanha à Ucrânia.

00h31 – "A tua voz é a voz de um homem vivo". Zelensky fala com autarca de Melitopol libertado pela Rússia

As forças russas libertaram o autarca da cidade de Melitopol, em troca de nove soldados russos. Ivan Fedorov está agora em liberdade, depois de pressões do Ocidente e de vários protestos na Ucrânia. O presidente russo falou com o autarca, ao telefone, horas mais tarde.

00h24 – Moscovo manda pagar juros dívida mas não sabe se credores os vão receber

A Federação Russa garantiu que ordenou o pagamento dos juros da sua dívida em dólares vencida naquele dia, de 117,2 milhões, mas não garantiu que os credores os recebam devido às sanções de que é objeto.

"A possibilidade ou impossibilidade de cumprir as nossas obrigações em divisa estrangeira não depende de nós. Nós temos o dinheiro e temos pagado. Agora, a bola está no campo dos EUA", disse o ministro russo das Finanças, Anton Siluanov, à RT.

Se não pagar o cupão desta emissão nos termos estabelecidos, seria a primeira vez que a Federação Russa incumpriria o pagamento da dívida externa desde a Revolução Bolchevique, de 1917.

00h18 – Central nuclear de Zaporizhzhia perdeu ligação a mais uma linha de energia

A central nuclear de Zaporizhzhia, controlada pelas forças russas, perdeu ligação com mais uma linha de fornecimento de energia, mas existem ainda duas que garantem a operacionalidade dos sistemas de segurança, revelou hoje a Agência Internacional de Energia Atómica.

A agência nuclear da ONU (AIEA) recebeu a informação, por parte das autoridades ucranianas, que a maior central nuclear da Europa, no sul da Ucrânia, perdeu a ligação com outra das cinco linhas de alta tensão, quatro principais e uma de reserva, que fornecem eletricidade.

O regulador nuclear ucraniano referiu à AIEA que não está claro o que causou o corte no fornecimento nas instalações que há 12 dias são controladas pelas forças russas que invadiram a Ucrânia.

00h06 – Polícia russa de telecomunicações bloqueia pelo menos 30 'sites' de 'media'

A polícia russa de telecomunicações, Roskomnadzor, atualizou hoje para pelo menos 30 'sites' de meios de comunicação bloqueados, enquanto Moscovo reforça o controlo de informações publicadas na Internet sobre o conflito na Ucrânia.

Ao final do dia de hoje, as autoridades russas adiantaram que bloquearam o 'site' da televisão britânica BBC e prometeram outras retaliações na "guerra da informação", iniciada, de acordo com o Kremlin, pelo Ocidente.

O regulador Roskomnadzor "bloqueou o 'site' da BBC News na Rússia", indicou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, em mensagens no Telegram.

"Penso que isto é apenas o início da resposta à guerra de informação lançada pelo Ocidente contra a Rússia", acrescentou.

A meio da tarde, foi anunciado que o Roskomnadzor havia bloqueado hoje os 'sites' de pelo menos mais 15 meios de comunicação.

23h37 – Panamá diz que três navios foram atingidos no Mar Negro desde início da guerra

Três navios com bandeira do Panamá foram atingidos por mísseis russos no Mar Negro desde o início da invasão da Ucrânia por Moscovo, disse hoje a Autoridade Marítima desse país da América Central.

A entidade assegura que um dos navios afundou, mas não foram registadas vítimas mortais.

23h12 - França abre inquérito sobre a morte do jornalista Pierre Zakrzewski

O Ministério Público francês abriu um inquérito para averiguar um possível crime de guerra na morte, segunda-feira, na Ucrânia, de Pierre Zakrzewski, jornalista franco-irlandês, indicou hoje fonte oficial à agência France-Presse.

O inquérito foi aberto devido à nacionalidade francesa do jornalista, cuja morte resulta num "atentado voluntário à vida de uma pessoa protegida pelo direito internacional", precisou o Ministério Público da área do antiterrorismo (Pnat), competente em matéria de crimes contra a Humanidade.

A morte de Zakrzewski também pode ser considerada, legalmente, um "ataque deliberado contra uma pessoa civil que não participa diretamente nas hostilidades", acrescentou a mesma fonte.

22h53 - UE está empenhada em cooperar com EUA para "reconstruir" país

A União Europeia quer trabalhar com os Estados Unidos para "reconstruir" a Ucrânia após a guerra iniciada pela Rússia, disse hoje o vice-presidente da Comissão Europeia para as Relações Interinstitucionais, Maros Sefcovic, numa visita a Washington.

Durante uma conferência de imprensa, Maros Sefcovic afirmou que a visita do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a Bruxelas (Bélgica) na próxima semana é "muito importante" não apenas para discutir o caminho atual do conflito, mas para se preparar o futuro.

"Vamos ter de cooperar juntos para, espero, mais cedo ou mais tarde, reconstruir a Ucrânia. Vou precisar de um enorme apoio para reconstruir as casas, a infraestrutura e atrair investimentos", indicou.

O dirigente também defendeu a manutenção de "contacto permanente" com Washington para monitorizar o funcionamento das sanções e detetar se há "lacunas".

21h50 - Ataque a prédio em Cherniguiv fez cinco mortos, incluindo três crianças

Cinco corpos, incluindo de três crianças, foram encontrados nos escombros de um prédio habitacional atingido por um ataque russo em Cherniguiv, no norte da Ucrânia, revelou hoje fonte da proteção civil.

"Ao limpar os escombros de um prédio, os socorristas retiraram cinco corpos, incluindo os de três crianças", referiram os serviços de emergência através da rede social Telegram.

As Forças Armadas ucranianas publicaram também fotos do edifício destruído, noticiou a agência France Presse (AFP).

Também nesta localidade a norte de Kiev pelo menos dez pessoas morreram hoje, quando tropas russas dispararam sobre civis que se encontravam na fila para comprar pão, indicaram as autoridades ucranianas.

O Ministério Público ucraniano determinou a abertura de uma investigação sobre "homicídios premeditados" cometidos com "armas de fogo".

Cherniguiv, localidade estratégica localizada ao norte de Kiev e perto da fronteira com a Bielorrússia, país aliado da Rússia, tem sido fortemente bombardeada pela Força Aérea russa desde o início da invasão de Moscovo da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Segundo o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, 103 crianças foram mortas desde o início do conflito e mais de uma centena de hospitais foram danificados ou destruídos.

21h43 - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos deixa de examinar processos contra a Rússia

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) vai deixar de examinar os processos judiciais contra a Rússia, depois daquele país ter sido expulso do Conselho da Europa, com a aprovação do Comité de Ministros, foi hoje anunciado.

Numa declaração hoje divulgada, o TEDH adiantou que "decidiu suspender a análise de todas as reclamações contra a Rússia" enquanto são avaliadas as consequências jurídicas para o trabalho do Tribunal decorrentes da expulsão russa do Conselho da Europa.

O artigo 58.º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem prevê um prazo de seis meses para continuar a analisar os casos a partir do momento em que um Estado abandona a Convenção ou deixa de ser membro do Conselho da Europa.

A partir de 1.º de janeiro deste ano, a Rússia era o país com mais processos pendentes no Tribunal de Estrasburgo, com 17.013, 24,2% do total. Por outras palavras, quase um em cada quatro casos pendentes está relacionado à Rússia.

Só no ano passado, quase 10.000 ações judiciais foram recebidas contra a Rússia.

21h15 - Moldova sem capacidade para apoiar todos os refugiados

A Moldova, colada a Odessa, é um país pequeno e pobre, sem grande capacidade logística para acolher os ucranianos que estão em fuga da guerra.


21h11 - Centenas de pessoas regressam à Ucrânia a partir da Polónia

Há centenas de pessoas a regressar à Ucrânia. Muitas querem combater. Outras não receberam apoio suficiente dos países de acolhimento.


21h08 - Muitos fugitivos da guerra rumam à Roménia e Moldova

À Roménia e Moldova chegam muitos fugitivos das cidades mais atacadas. A enviada-especial da RTP Rosário Salgueiro esteve com uma família acabada de chegar de Kharkiv.


21h04 - Apresentador de televisão envolve-se no esforço de guerra

A guerra na Ucrânia levou um apresentador de televisão a tornar-se angariador de material para o exército ucraniano. O apresentador criou um movimento de voluntários e já angariou milhões para a compra de drones, coletes anti-bala e outros materiais para a frente de combate.

Os enviados-especiais da RTP a Kiev, Cândida Pinto e David Araújo, foram conhecê-lo.

20h58 - Putin procura uma saída para o conflito que lhe permita salvar a face

O correspondente da RTP em Moscovo, Evgueni Mouravitch, foi obrigado a sair da Rússia devido à nova lei de limitação de liberdade de expressão devido à guerra.

Entrevistado por José Rodrigues dos Santos no Telejornal, analisou os últimos desenvolvimentos nas negociações que abrem a porta a um plano de paz.

Mouravitch acredita que o Kremlin está a procurar uma saída para o conflito e de algo que lhe permita apresentar como conquista.

O jornalista acrescenta que a campanha não está a decorrer como provavelmente esperavam os russos, mesmo se só o presidente Vladimir Putin saiba mesmo o que pretendia com a ofensiva.

"A situação parece estar num impasse e qualquer coisa que permita a Putin salvar a face será bem vinda para resolver a campanha", afirma o correspondente da RTP.

20h34 - NATO saúda sinais de acordo de paz e aplaude resistência da Ucrânia

O secretário-geral da NATO disse que os esforços diplomáticos estão a dar frutos porque a Ucrânia resiste no campo de batalha.

Os ministros da Defesa da aliança reafirmaram o apoio político e militar a Kiev, como constatou o correspondente da RTP em Bruxelas, Duarte Valente.

20h33 - OMS acusa Rússia de lançar 43 ataques a hospitais ucranianos

A OMS acusou a Rússia de ter lançado 43 ataques contra hospitais ucraniano, desde o início da guerra.

A situação permanece muito crítica em Mariupol, onde apenas uma unidade de saúde está a receber as vítimas da guerra, depois dos bombardeamentos que alvejaram uma maternidade e um hospital.

Perto de 30 mil pessoas conseguiram sair de Mariupol, mas apenas três mil chegaram ao destino: a cidade de Zaporíjia.

20h28 - Ucrânia cética e cautelosa perante esboço de acordo de paz

Esboço de plano de paz é recebido com ceticismo pela Ucrânia que exige garantias de segurança e de soberania.

A Rússia pretende que a Ucrânia se torne um país neutro e desmilitarizado, algo que o Governo ucraniano não estará disposto a arriscar.

A análise da enviada especial da RTP a Kiev, Cândida Pinto.

20h26 - Zelensky pede mais armas ao Congresso dos EUA e zona de exclusão aérea

O Congresso dos Estados Unidos aplaudiu de pé o presidente da Ucrânia.

Num discurso emotivo feito por videoconferência, Volodymyr Zelensky pediu mais armas e uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia.

O presidente Joe Biden descreveu depois Vladimir Putin como um criminoso de guerra.

20h19 - Joe Biden chama "criminoso de guerra" a Vladimir Putin

O presidente dos Estados Unidos descreveu Vladimir Putin como um "Criminoso de guerra". É a primeira-vez que Joe Biden usa o termo para se referir ao presidente russo desde o início da guerra.

Biden foi questionado por vários jornalistas no fim de uma conferência de imprensa e na altura não respondeu, mas logo a seguir, num convívio informal, acabou por dar a resposta.

O Kremlin já reagiu, considerando as palavras do Presidente dos EUA "inaceitáveis e imperdoáveis".

20h14 - Fala-se em esboço de plano para acabar a guerra na Ucrânia

Pode ser um esboço de paz. Fontes ligadas às negociações entre a Ucrânia e a Rússia revelaram que os dois países têm um esboço de plano para acabar com guerra.

As fontes dizem que o plano prevê a suspensão dos combates e a retirada das tropas russas, em troca da não entrada da Ucrânia na NATO.

Mas em Kiev há receios de que Moscovo esteja apenas a tentar ganhar tempo para reagrupar as suas forças e lançar um novo ataque.

20h08 - Kremlin condena palavras de Joe Biden

Um porta-voz do Kremlin condenou esta quarta-feira as declarações de Joe Biden que hoje chamou Vladimir Putin de "criminoso de guerra".

Dmitry Peskov disse, de acordo com a agência estatal de notícias russa TASS, que os comentários de Biden são "retórica inaceitável e imperdoável".

19h28 - Psicólogos em Lviv dão apoio aos que fogem da guerra

Estão na sombra da guerra e dizem que o trabalho ainda não começou verdadeiramente. Em Lviv, centenas de psicólogos estão a dar apoio aos que fogem do conflito.

Há crianças em stress, idosos com enorme sentimento de perda que vêm de todas as zonas do país. Os psicólogos admitem que o pior ainda está para vir

A reportagem é do enviado especial da Antena 1 Luís Peixoto.

19h23 - Joe Biden chama Vladimir Putin de "criminoso de guerra"

O presidente norte-americano disse esta quarta-feira que o presidente russo Vladimir Putin é um "criminoso de guerra", em conversa com repórteres na Casa Branca.

De acordo com a imprensa americana, é a primeira vez que Joe Biden utiliza esta expressão para falar sobre o presidente da Rússia.

19h11 - Portugal já recebeu mais 11 mil pedidos de estatuto de proteção temporária

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras amunciaram esta quarta-feira que foram realizados a Portugal cerca de 11.803 pedidos de estatuto de proteção temporária, desde o início da invasão russa na Ucrânia, em informação avançada pela RTP.

Trata-se de cidadãos que estavam na Ucrânia e são de várias nacionalidades.

19h04 - Jovens ucranianos vão passar a integrar sistema de ensino em Portugal

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, disse vão ser implementados sistemas de financiamento para ajudar na integração dos jovens ucranianos no sistema de ensino. "A Ucrânia terá o apoio da União Europeia".


18h37 - Ucrânia anuncia que presidente da Câmara de Melitopol foi libertado

Um funcionário do gabinete de Volodymyr Zelensky anunciou esta quarta-feira que o presidente da Câmara de Melitopol foi libertado pelas tropas russas, de acordo com a agência de notícias Reuters.

"O presidente da Câmara de Melitopol, Ivan Fedorov, foi libertado do cativeiro russo", revelou Andriy Yermak numa publicação online. Feforov estava detido desde a última sexta-feira.

18h21 - Rússia nega ataque a teatro em Mariupol

O ministro da Defesa da Federação Russa veio a público negar que as tropas russas tenham bombardeado um teatro na cidade de Mariupol onde estavam centenas de pessoas abrigadas, numa informação avançada pela agência noticiosa RIA.

17h44 - Forças russas bombardeiam teatro em Mariupol onde civis estavam abrigados

Um teatro em Mariupol que servia de abrigo para civis foi bombardeado esta quarta-feira pelas forças russas, avança a Reuters.

Serhiy Orlov, vice-presidente da autarquia de Mariupol, disse à BBC que estima que no teatro estivessem entre 1.000 e 1.200 pessoas. Até agora, não é conhecido o número de vítimas.

17h35 - Canadá fechou espaço aéreo a aeronaves da Bielorrússia

O Canadá vai proibir a entrada de aeronaves bielorrussas no seu espaço aéreo, em resposta ao apoio à invasão da Ucrânia pela Rússia, anunciou o ministro canadiano dos Transportes, Omar Alghabra.



17h17 - Ajuda dos EUA e aliados demonstra "mensagem clara de apoio à Ucrânia" e de condenação de Putin

Numa declaração na Casa Branca, Joe Biden acusou a Rússia de estar a “impor morte e sacrifício, e a destruir zonas residenciais e hospitais”. Na terça-feira, segundo o presidente dos Estados Unidos, foram divulgados relatórios que indicavam que as forças russas mantêm reféns médicos e profissionais de saúde na Ucrânia.

“É um ataque sem precedentes”, lamentou.

“A NATO e os seus aliados estão empenhadíssimos em promover todo o apoio possível e estamos também a tentar impedir e a atacar severamente a economia russa para que não consigam continuar a avançar”, afirmou Biden, acrescentando que os EUA estão a aceder ao pedido de ajuda e de mais armamento da Ucrânia.

É preciso garantir, disse, que a Ucrânia tem “todo o equipamento necessário de forma a contra-atacar os ataques russos”, como helicópteros ou drones.

“Enviámos 60 milhões de dólares em armamento”, referindo que haverá um investimento adicional.

Tudo isto, segundo Biden, demonstra uma vontade de mandar uma “mensagem muito clara de apoio à Ucrânia”, com os nossos aliados.

“Esta batalha pode ser muito longa e difícil, mas o povo norte-americano está pronto a dar apoio ao povo ucraniano e a condenar Putin pelo ataque às populações civis. E vamos continuar a apoiar a luta da Ucrânia pela democracia”, afirmou, acrescentando que foram aprovados 300 milhões de dólares em ajuda humanitária.

O objetivo dos EUA e dos aliados é garantir que “Putin fica isolado” e que pague “o preço pelo que tem feito”.

“Temos de lutar contra a vontade de um autocrata e pelos desejos de um povo que quer ser livre”.

16h54 - Tribunal Internacional de Justiça exige que Rússia pare a guerra

O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) decidiu esta quarta-feira, por 13 votos contra dois, exigir que a Rússia "suspenda imediatamente as operações militares" na Ucrânia.

"A Federação Russa deve garantir que qualquer unidade militar ou grupo armado ilegal que apoie (...) evite tomar medidas que encorajem operações militares" na Ucrânia, disse o presidente do TIJ, Joan Donoghue, durante a leitura pública da ordem judicial.

Os juízes decidiram ainda, por unanimidade, pedir a Moscovo e à Ucrânia que "se abstenham de qualquer ação que possa agravar ou prolongar a disputa perante o tribunal".~

Numa mensagem através do Twitter, Volodimyr Zelensky

afirmou que a Ucrânia "conseguiu uma vitória no caso contra a Rússia apresentado ao Tribunal Internacional de Justiça".

"O TIJ ordenou que parasse imediatamente a invasão. A ordem é vinculativa sob o direito internacional. A Rússia deve cumprir imediatamente. Ignorar a ordem isolará ainda mais a Rússia", acrescentou.



16h48 - Putin compara sanções do Ocidente a perseguições antissemitas

Vladimir Putin comparou as sanções contra a Rússia a perseguições antissemitas e prometeu ajudar os alvos da reação ocidental à invasão da Ucrânia, que qualificou como um sucesso.

"A operação [na Ucrânia] está a ser realizada com sucesso, em estrita conformidade com os planos preestabelecidos", disse Putin durante uma reunião governamental transmitida pela televisão, segundo relato da agência francesa AFP.

Putin reafirmou que Moscovo não tenciona ocupar a Ucrânia e que ordenou a ofensiva porque tinham sido esgotadas "todas as opções diplomáticas".

Referiu ter "todas as razões para acreditar" que "componentes de armas biológicas" estavam a ser desenvolvidos na Ucrânia e que não poderia deixar que o país vizinho fosse usado para "ações agressivas contra a Rússia".

"Simplesmente, não tínhamos quaisquer opções para resolver o problema pacificamente", afirmou.

Putin disse que o Ocidente "deixou cair a máscara" ao decretar sanções contra a Rússia na sequência da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, que Moscovo designa oficialmente como uma "operação militar especial".

"O Ocidente deixou cair a máscara da decência e começou a agir de uma forma odiosa. Os paralelos com os `pogrom` antissemitas são óbvios", disse Putin, recorrendo a um termo russo usado para descrever perseguições contra os judeus ao longo da História.

Putin ordenou a invasão da Ucrânia para "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho.

16h36 - Quarta ronda negociações. Zelensky considera exigências russas mais realistas

O diálogo entre ucranianos e russos estará agora em patamares mais realistas e há esperanças nas negociações neste 21.º dia do conflito.


16h21 - OMS denuncia 43 ataques contra instalações de saúde

A guerra na Ucrânia já causou 43 ataques contra instalações de saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, mais de 300 instalações de saúde ucranianas estão na linha do conflito ou em áreas que a Rússia passou a controlar e outras 600 estão a 10 quilómetros da linha do conflito.

"Enormes quantias de dinheiro estão a ser gastas em armas", criticou, assinalando que a OMS apenas obteve oito milhões de dólares (7,2 milhões de euros) de um total de 57,5 milhões de dólares (52,3 milhões de euros) de financiamento solicitado para a assistência sanitária à Ucrânia.

Até à data, a OMS enviou para a Ucrânia cerca de 100 toneladas de material médico, incluindo "kits" de transfusão de sangue, desfibrilhadores, insulina, oxigénio e anestésicos. O diretor-executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Mike Ryan, sublinhou que ataques contra instalações de saúde na Ucrânia e noutras partes do mundo são "totalmente inaceitáveis" e violam o direito humanitário internacional.

De acordo com Ryan, não se trata apenas de "destruir edifícios", mas de "destruir a esperança" de as pessoas serem tratadas.

16h12 - Rússia e Ucrânia podem ter chegado am princípio de entendimento

Uma informação dá conta que Moscovo e Kiev poderão ter chegado a um princípio de entendimento na quarta ronda de negociações. Esse princípio de entendimento é avançado na edição online do Financial Times.

O acordo pressupõe um cessar-fogo e a retirada das tropas russas da Ucrânia.

Implica também que Kiev desista de aderir à NATO e reconheça as limitações nas forças armadas.


16h10 - ONU confirma morte de pelo menos 726 civis em 20 dias de guerra

A guerra na Ucrânia fez pelo menos 726 mortos e 1.174 feridos entre a população civil nos primeiros 20 dias de combates, indicou hoje o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. A agência da ONU sublinhou que estes são os números dos casos já confirmados, mas que o número real de vítimas da invasão russa da Ucrânia deverá ser muito superior.

Entre os mortos, há pelo menos 104 mulheres e 52 crianças, ao passo que no balanço de feridos foram contabilizadas pelo menos 77 mulheres e 63 menores de idade, segundo os números diariamente atualizados pelo organismo dirigido por Michelle Bachelet.

16h04 - Exército ucraniano já deteve mil russos e tem provas de crimes

A Ucrânia já deteve cerca 1.000 invasores russos, disse Volodymyr Zelensky, numa reunião com o procurador do Tribunal Penal Internacional Karim Khan, que está a investigar alegações de crimes de guerra cometidos pela Rússia.

"Temos pessoas, cerca de 1.000 prisioneiros; temos provas em vídeo e tudo que eles [prisioneiros] contaram sem qualquer pressão", disse Zelensky, assegurando existirem evidências que devem ser levadas à Justiça.

"Todos os criminosos que trouxeram sofrimento à Ucrânia e tiraram a vida a pessoas devem ser levados à Justiça", referiu Zelensky, citado pela agência de notícias ucraniana Ukrinform.

15h42 - Zelensky dirige-se ao Parlamento de Israel no domingo

Volodomyr Zelensky vai dirigir-se aos deputados israelitas por videoconferência no domingo, anunciou o presidente do Parlamento de Israel, numa altura em que o Estado judeu tenta mediar de forma cautelosa o conflito entre Kiev e Moscovo. Num breve comunicado, Mickey Levy declarou estar "honrado" pelo discurso que o presidente ucraniano fará aos parlamentares israelitas, pois vai ocorrer "num momento em que o povo da Ucrânia enfrenta um período tão difícil".

O Presidente ucraniano falará no domingo às 18h00, horário local (16h00 em Lisboa), durante uma sessão extraordinária, já que o Parlamento israelita está em férias.

15h21 – NATO garante que há “centenas de milhar de militares” em alerta máximo na Europa

No fim da Cimeira de Ministros da Defesa da NATO, em Bruxelas, o secretário-geral da organização afirmou que “centenas de milhares de militares estão em alerta máximo”. Segundo Jens Stoltenberg, devido à escalada do conflito na Ucrânia, estão 100 mil soldados norte-americanos na Europa e cerca de 40 mil nos comandos diretos da NATO, da sua maior parte da Europa Oriental, com “bastante equipamento e defesa aérea”.

“Estamos perante uma nova realidade no que toca à nossa segurança e é por isso que temos que reorganizar a nossa Defesa coletiva a longo prazo”, avançou Stoltenberg, acrescentando que foi pedido aos comandos da NATO que reforcem “os seus esforços a todos os níveis – terrestre, marítimo e aéreo”.

“É preciso ter cuidado e ver a necessidade de aumentar o equipamento”, continuou. “E é preciso que os aliados estejam conscientes desta questão”.

De acordo com o secretário-geral da NATO, são necessárias “mais verbas”, para garantir que “podemos trabalhar em conjunto na nossa Defesa coletiva”.

Questionado quanto à posição da NATO no conflito, Stoltenberg respondeu aos jornalistas que o que é “preciso, neste momento, é paz”.

“Damos apoio às forças ucranianas e esperamos que sejam alcançados acordos nas negociações, mas não pretendemos recorrer às tropas da NATO em território ucraniano”, disse ainda.

15h14 - Reino Unido fornece mísseis antiaéreos à Ucrânia

O ministro britânico da Defesa afirmou à BBC que o Reino Unido está a fornecer à Ucrânia mísseis antiaéreos ‘starstreak’.

"Nós estamos a fornecer”, disse Wallace, citado pela BBC.

14h44 - Terminou em Bruxelas a reunião dos ministros da Defesa da NATO

Em declarações aos jornalistas no final do encontro, o ministro português João Gomes Cravinho, garantiu que Moscovo "irá pagar" pelas ações que tem desencadeado na Rússia.

O ministro da Defesa Nacional salientou a importância de um novo conceito de defesa para a "NATO do futuro". Sobre o eventual reforço dos investimentos de Defesa em Portugal, Gomes Cravinho admite que essa hipótese terá de ser considerada pelo novo Governo, que tomará posse no final deste mês.

Na elaboração do novo orçamento, o novo Governo terá de ter em consideração a nova realidade estratégica, sublinha o ministro.
O ministro da Defesa disse ter constatado, numa reunião da NATO, uma grande unidade e determinação dos Aliados relativamente à guerra na Ucrânia, e a clara noção de que "daqui tem de resultar um fracasso estratégico da Rússia".

"Aquilo que se ouviu à volta da mesa foi uma NATO, um conjunto de Aliados extremamente unidos e extremamente determinados. E isso são muito boas notícias para a Ucrânia, são más notícias para o Kremlin. Há claramente a noção de que tem daqui de resultar um fracasso estratégico para a Rússia. Caso contrário, seria uma ameaça para a NATO e isso não será tolerado", afirmou João Gomes Cravinho, em Bruxelas.

"Não tenho dúvidas nenhumas de que os chefes de Estado e de Governo reunirem-se de urgência passa um sinal fortíssimo. A minha expectativa é que aquilo que eu senti hoje à volta da mesa sobre a unidade e a determinação [...] creio que essa mensagem vai ser passada de forma muito vincada na próxima semana, na cimeira, e isso demonstrará que, do nosso lado, não aceitaremos que Putin tenha uma vitória estratégica na Ucrânia, terá que ter um fracasso estratégico", reforçou.

Relativamente à reunião de hoje, o ministro da Defesa sublinhou a "preocupação também em relação a falsas narrativas" do Kremlin e, sobretudo, o que as mesmas podem significar.

"Nós temos visto repetidamente no passado que a Rússia utiliza falsas narrativas e, portanto, quando fala de armas biológicas e químicas, isso é uma fonte de preocupação", afirmou.

14h40 - SEF já concedeu 11.057 pedidos de proteção temporária

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras adianta esta quarta-feira que já concedeu, desde o início do conflito na Ucrânia, 11.057 pedidos de proteção temporária a cidadãos ucranianos e a cidadãos estrangeiros que residem naquele país.

14h38 - EUA alertam a Rússia sobre consequências de uso de armas químicas

O conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, conversou esta quarta-feira com Nikolay Patrushev, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, e alertou para as consequências "de qualquer possível decisão russa de usar armas químicas ou biológicas na Ucrânia", adianta a Casa Branca.

14h23 - Negociador ucraniano sugere conversações diretas entre Putin e Zelensky

Mykhailo Podolyak, que integra a equipa de negociações que representa a Ucrânia, explanou a posição de Kiev através do Twitter.

"A nossa posição nestas negociações é bastante específica - garantias de segurança legalmente verificadas; cessar-fogoM retirada de tropas russas. Isto só será possível com um diálogo direto entre os presidentes da Ucrânia e da Federação Russa", vincou.
 
14h16 - Putin diz estar pronto para discutir estatuto de neutralidade da Ucrânia

O presidente russo afirmou esta quarta-feira que a Rússia está pronta para discutir o estatuto de neutralidade da Ucrânia nas negociações sobre o conflito em curso no país.

No entanto, Vladmimir Putin adianta que Moscovo irá alcançar os objetivos da "operação militar", que de resto "está a correr como planeado", afirma.

Putin acusa ainda vários países de terem aproveitado o conflito na Ucrânia como pretexto para aplicar sanções contra a Rússia. "O Ocidente nem se preocupa em esconder o facto de que o seu objetivo é prejudicar a economia russa e todos os russos", acrescenta.

"Se o Ocidente pensa que a Rússia vai recuar, então não percebe a Rússia", refere. 

14h09 - Sistemas de energia ucranianos ligados à rede da UE

A ministra francesa da Energia confirmou a conexão dos sistemas de energia da Ucrânia à rede da União Europeia. Também o presidente ucraniano, através de uma mensagem no Twitter, anunciou que a energia ucraniana “flui na UE e vice-versa”.
As redes elétricas da Ucrânia e da Moldova foram hoje ligadas à rede da Europa continental, anunciou a Comissão Europeia, considerando que a medida permitirá um "funcionamento estável" e "luzes acesas em tempos de escuridão" devido à guerra.

"Hoje, as redes elétricas da Ucrânia e da Moldova foram sincronizadas com êxito com a rede da Europa continental. Isto ajudará a Ucrânia a manter o seu sistema elétrico estável, as casas quentes e as luzes acesas durante estes tempos de escuridão", anuncia a comissária europeia da Energia, Kadri Simson.

Numa declaração hoje publicada, a responsável pela tutela no executivo comunitário descreve este como "um marco histórico para a relação UE-Ucrânia nesta área" dado que "a Ucrânia faz agora parte da Europa".

A sincronização surge depois de, no final de fevereiro, os ministros da Energia da UE terem alcançado um consenso político sobre a interligação da rede elétrica ucraniana com a europeia, que contou com o aval da gestora portuguesa da Redes Energéticas Nacionais (REN), para fornecimento após invasão russa do país.

13h46 - "Não há obstáculos" a um encontro entre Putin e Zelensky, diz o MNE russo

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, disse esta quarta-feira que "não há obstáculos" a um encontro entre os Presidentes russo e ucraniano.

O chefe da diplomacia russa destaca que um eventual encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky teria como propósito selar acordos específicos que estão a ser trabalhados nas negociações entre as delegações da Rússia e Ucrânia.

13h40 - Portugal já recebeu 10.689 pedidos de proteção temporária

Dados avançados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, esta quarta-feira, indicam que Portugal já recebeu 10.698 pedidos de estatuto de proteção temporária desde o início da invasão russa à Ucrânia.

Segundo revelou o SEF à RTP, trata-se de cidadãos de várias nacionalidades que estavam em território ucraniano.

13h33 - Forças russas mataram dez pessoas que estavam numa fila para comprar pão

A notícia é avançada pela embaixada norte-americana na Ucrânia: dez pessoas foram mortas em Chernihiv quando estavam na fila do pão.

“Estes ataques horríveis têm de parar”, lê-se ainda na publicação. “Estamos a considerar todas as opções disponíveis para garantir a responsabilização destes crimes na Ucrânia”.

13h23 - "Ser o líder do mundo significa ser o líder da paz", diz Zelensky a Joe Biden

A declaração de Zelensky ao Congresso norte-americano contou com a exibição de um vídeo onde surgem imagens da guerra na Ucrânia, que hoje cumpre o 21º dia.

Volodymyr Zelensky diz que o país está grato pela ajuda dos EUA, nomeadamente com o envolvimento do presidente Joe Biden, mas que "precisa de mais". E falou diretamente para Biden:

"Ser o líder do mundo significa ser o líder da paz", salienta o presidente ucraniano nesta declaração por vídeo.

Zelensky disse ainda que a paz na Ucrânia "não depende apenas de nós e do nosso povo, mas também daqueles que estão ao nosso lado e que são fortes".

"Forte não significa ser grande. Ser forte é ser corajoso e estar pronto para lutar pela vida dos seus cidadãos e cidadãos do mundo", frisou.

Neste discurso emotivo, Zelensky assumiu que não vê qualquer "propósito" na sua vida se não conseguir fazer algo para evitar a morte de mais crianças ucranianas.

13h12 - "Lembrem-se de Pearl Harbor, lembrem-se do 11 de Setembro", diz Zelensky ao Congresso norte-americano

Na declaração perante as duas câmaras dos Estados Unidos, o presidente ucraniano destacou que os ataques russos não cessaram nas últimas semanas, mas que a capital e o país "não desistem".

"Nem sequer pensámos em desistir por um segundo que fosse", afirmou. Volodymyr Zelensky acusa Moscovo de encetar uma "ofensiva brutal contra os nossos valores" e recorda os acontecimentos de Pearl Harbor e do 11 de Setembro, em que também "pessoas inocentes foram atacadas".

Salienta que a Ucrânia está a lutar "pelos valores da europa e do mundo".

"A Rússia transformou os céus da Ucrânia numa fonte de morte para milhares de pessoas", frisou o presidente ucraniano, pedindo mais apoio a Kiev para a defesa do país, nomeadamente com a imposição de uma zona de exclusão aérea. 

"É pedir demais?" questiona o líder ucraniano.

13h07 - Zelensky dirige-se ao Congresso norte-americano

O presidente ucraniano foi aplaudido de pé antes de falar às duas câmaras dos EUA. Antes de Vladymyr Zelensky, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, expressou "grande respeito e admiração pela liderança corajosa" do presidente ucraniano.

13h04 - Federação Russa excluída do Conselho da Europa

Numa reunião extraordinária esta quarta-feira de manhã, o Comité de Ministros decidiu que a Federação Russa deixa de ser membro do Conselho da Europa, após 26 anos de adesão. A decisão entra em vigor a partir de hoje.

Na terça-feira, a Assembleia Parlamentar tinha considerado, por unanimidade, que a Federação Russa não podia continuar a ser um Estado-membro do Conselho da Europa.

12h46 - Alemanha já registou 175 mil deslocados de guerra vindos da Ucrânia

Cerca de 175 mil refugiados da Ucrânia já se registaram na Alemanha, até agora, confirmou à Reuters um porta-voz do Governo alemão. Contudo, estima-se que o número seja ainda maior uma vez que não é obrigatório registar todos os cidadãos ucranianos que entram no país, explicou Steffen Hebestreit.

12h19 - Jornalista russa lança apelo: "Abram os olhos para a propaganda"

Marina Ovsyannikova, a jornalista que na segunda-feira interrompeu a emissão da televisão estatal russa com um protesto contra a guerra na Ucrânia, espera que o seu gesto ajude os russos a "abrirem os olhos para a propaganda".

Em entrevista à agência Reuters, a jornalista admite que está preocupada com a sua segurança. "Acredito no que fiz, mas agora entendo a escala dos problemas com que terei de lidar e claro, estou extremamente preocupada com a minha segurança", afirmou.

A jornalista russa terá agora de pagar uma multa no valor de 30 mil rublos (cerca de 250 euros). O Kremlin denunciou a ação como um ato de "vandalismo".

Ovsyannikova disse à Reuters que queria não apenas protestar contra a guerra, mas também enviar uma mensagem diretamente para os russos: "Não sejam zombies; não ouçam essa propaganda; aprendam a analisar informações; aprendam a encontrar outras fontes de informação - não apenas a televisão estatal russa."

12h00 - A informação essencial a esta hora

  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou nas últimas horas que considera possível alcançar um acordo nas negociações com Moscovo. Para o líder ucraniano, as posições defendidas pela Rússia parecem agora mais “realistas”.

Por sua vez, o assessor do presidente ucraniano, Mykhailo Podolyak, salientou que há “contradições fundamentais” nas negociações, mas há “certamente espaço para compromissos”.

  • No mesmo sentido, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, disse esta quarta-feira que tem esperança em alcançar um acordo com a Ucrânia, mas que as negociações não têm sido fáceis.

"Guio-me pelas palavras dos nossos negociadores. Eles dizem que as negociações não estão a ser fáceis por razões óbvias. Mas há no entanto alguma esperança em chegar a um acordo", disse o chefe da diplomacia russa.

  • O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse na quarta-feira que está em cima da mesa das negociações a possibilidade a adoção por parte da Ucrânia de um estatuto neutro comparável ao da Áustria e da Suécia.

A Ucrânia veio entretanto rejeitar essa proposta. Um dos negociadores ucranianos envolvidos nas conversações com Moscovo, Mykhailo Podoliak, explica que Kiev está à procura de "garantias de segurança absolutas" contra a Rússia, em concreto um acordo com potências internacionais em que os signatários se comprometam a intervir ao lado da Ucrânia em caso de agressão.

  • Em Kiev, um edifício residencial de 12 andares foi danificado após ser atingido por bombardeios russos esta manhã. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas.

Na capital ucraniana continua a vigorar um recolher obrigatório estabelecido após os ataques russos contra zonas residenciais.
Este recolher obrigatório estrito de 35 horas decorre desde a noite de segunda-feira e irá estender-se à manhã de quinta-feira.
 
  • A segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, foi atacada durante a noite. Pelo menos duas pessoas morreram e dois prédios residenciais destruídos, adiantam os serviços de emergência.

  • Em Skadovsk, na região de Kherson, o presidente e o vice-presidente da câmara da cidade portuária terão sido sequestrados por militares russos. A informação é avançada pelo chefe da diplomacia ucraniana.

  • Na terça-feira, cerca de dois mil carros particulares conseguiram sair da cidade de Mariupol, sitiada há semanas pelas tropas russas. A imprensa internacional avança que há um hospital daquela cidade portuária que foi tomado pelas tropas russas e onde há 400 reféns, incluindo doentes e profissionais.

  • Dentro de uma hora, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky deverá discursar perante Congresso norte-americano. A sessão deverá ter início às 9h00 em Washington (13h00 em Lisboa, 15h00 em Kiev). O presidente ucraniano deverá aproveitar para lançar novos apelos a uma zona de exclusão aérea e pedidos de mais ajuda militar.

11h56 - Ucrânia rejeita proposta russa de neutralidade

A Ucrânia rejeitou esta quarta-feira a proposta de Moscovo para a adoção do mesmo conceito de neutralidade da Suécia ou Áustria.

"A Ucrânia está agora em estado de guerra direta com a Rússia. Portanto, o modelo só pode ser 'ucraniano'", afirmou um dos negociadores ucranianos envolvidos nas conversações com Moscovo, Mykhailo Podoliak, citado pela agência France Presse.

Podoliak afirma que Kiev procura "garantias de segurança absolutas" contra a Rússia, em concreto um acordo com potências internacionais em que os signatários se comprometam a intervir ao lado da Ucrânia em caso de agressão.

"Isso significa que os signatários não ficarão à margem no caso de um ataque à Ucrânia, como é o que acontece hoje, mas que participarão ativamente do conflito do lado da Ucrânia", detalhou.

Kiev exige ainda o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia em caso de uma ofensiva contra o seu território.

11h52 - Repórter chinês com acesso privilegiado à linha da frente russa. Leia aqui

Chama-se Lu Yuguang, é natural da China e trabalha para a Phoenix TV.  Correspondente em Moscovo desde a década de 90 do século passado, acompanhou de perto a guerra da Chechénia sob proteção dos militares russos. Os laços mantiveram-se e agora está de novo em cenário de guerra, movimentando-se entre as tropas russas como poucos jornalistas.

11h45 - Forças russas sequestraram autarcas de Skadovsk, diz o MNE ucraniano

O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros diz que o presidente e o vice-presidente da câmara da cidade portuária de Skadovsk, na região de Kherson, foram sequestrados por militares russos.

"Os invasores russos continuam a sequestrar líderes locais democraticamente eleitos na Ucrânia. O presidente da câmara de Skadovsk, Oleksandr Yakovlyev, e seu vice, Yurii Palyukh, foram sequestrados hoje. Os estados e organizações internacionais devem exigir que a Rússia liberte imediatamente todos os responsáveis ucranianos sequestrados!", apela Dmytro Kuleba através do Twitter.
 

11h17 - Equipa da RTP em Kiev relata ataques da última madrugada

Em Kiev, os enviados especiais da RTP deram conta de nova vaga de ataques intensos da artilharia russa, durante a madrugada desta quarta-feira. Por um lado, continuam as investidas esporádicas e indiscriminadas com mísseis em zonas residenciais.

A norte e oeste da cidade continuam os combates entre as forças russas e ucranianas. Por vezes esses bombardeamentos e explosões são ouvidos no centro de Kiev, relata a repórter da RTP, Cândida Pinto.

Hoje é dia de recolher obrigatório na capital ucraniana e todos os jornalistas estão em locais de abrigo e hotéis, uma vez que não é possível circular pela cidade.
11h01 - Nova lei portuguesa aumenta exigências a descendentes de judeus sefarditas

O presidente da República promulgou o decreto-lei que aumenta as exigências para quem quer ter nacionalidade portuguesa por ser descendente de judeus sefarditas. O Governo alterou a regulamentação e passa a ser necessário um vínculo efetivo ao país: por exemplo a herança de um imóvel ou comprovativos de visitas a Portugal.

Se estas regras tivessem sido implementadas há mais tempo, o oligarca russo Roman Abramovich não teria tido acesso à cidadania portuguesa.

10h40 - China acusa Taiwan de se aproveitar "dos problemas dos outros" para atingir fins políticos

Em conferência de imprensa, um porta-voz representante de Pequim em Taiwan acusou o Governo daquele território de se aproveitar "dos problemas dos outros" e usar o conflito na Ucrânia para tentar validar a sua própria existência.

"As tentativas de incitar ao confronto e criar hostilidade por via da manipulação política não terão sucesso", disse Zhu Fenglian. 

Nas últimas semanas, a grande mobilização de Taiwan para fazer chegar ajuda humanitária à Ucrânia tem sido uma fonte de atrito entre China e Taiwan, escreve o jornal El País.

Neste conflito, a China mantém uma posição de neutralidade mas tende para o apoio a Moscovo, tendo em conta que tem evitado condenar a guerra e atribui a responsabilidade pelo conflito aos Estados Unidos e à NATO. Pequim tem também apelado ao levantamento das sanções ocidentais contra a Rússia.

Por sua vez, Taipei juntou-se desde logo às sanções internacionais contra o Kremlin, bloqueando a exportação de materiais para a Rússia como semicondutores, mas também bloqueando o acesso de bancos russos ao sistema Swift.

Entre a população, a causa ucraniana é olhada com grande simpatia e proximidade, visto que muitos encontram semelhanças entre as circunstâncias de Kiev e Taipei. "A Ucrânia hoje, Taiwan amanhã", é uma das palavras de ordem desde o início da invasão, em referência aos receios de uma eventual invasão chinesa.

10h35 - Kremlin admite acordo com modelo de neutralidade com Ucrânia, semelhante ao que acontece com Áustria ou Suécia

O Kremlin admitiu esta quarta-feira que será possível chegar a entendimento com uma Ucrânia desmilitarizada e neutral, nos moldes de acordos firmados com a Áustria ou a Suécia.

"Esta é uma possibilidade que está a ser discutida e que pode realmente vir a ser vista como um ponto de compromisso", adiantou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela agência RIA.

10h16 - "O destino da Rússia e o seu futuro lugar no mundo está a ser decidido", diz o chefe dos serviços de inteligência da Rússia

Sergei Naryshkin, chefe do SVR (Serviço de Inteligência Estrangeiro), afirmou esta quarta-feira em Moscovo que a Rússia vive "um momento verdadeiramente histórico".

"O destino da Rússia e o seu futuro lugar no mundo está a ser decidido", disse o responsável, centrando-se na importância da soberania do país. "A soberania é uma garantia do bem-estar e da dignidade dos nossos cidadãos, este é o futuro dos nossos filhos. Nestes assuntos, a Rússia nunca recuou e não recuará, ou deixará de ser Rússia".

Antes da invasão da Ucrânia, Naryshkin foi abertamente repreendido pelo presidente Vladimir Putin durante uma reunião de segurança nacional. Na altura, o presidente russo desafiou o ex-agente da KGB a expressar apoio concreto ao reconhecimento das regiões separatistas na Ucrânia.

9h59 - Presidente da Cruz Vermelha chega a Kiev para visita de cinco dias

Peter Maurer, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, chegou a Kiev esta quarta-feira para uma visita de cinco dias à Ucrânia. O responsável irá vincar a necessidade de proteger os civis e de proporcionar mais acessos à ajuda humanitária.

"Depois de um enorme sofrimento da população civil e após intensas conversas virtuais com os governos russo e ucraniano, acho que é extremamente importante que tenhamos contatos pessoais para que possamos aprofundar o entendimento do trabalho humanitário neutro, independente e imparcial, e que a nossa licença para operar no país é totalmente compreendida pelas autoridades", referiu Peter Maurer num comunicado citado pela agência Reuters.

9h48 - Mais de 1,89 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia para a Polónia

De acordo com a BBC, com base nos dados da guarda fronteiriça da Polónia, mais de 1,89 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia através da Polónia desde o início da guerra. Destes, mais de meio milhão poderá já ter deixado o país, adianta Maciej Duszczyk, professor de pesquisa sobre migração da Universidade de Varsóvia.

Dos refugiados que chegaram à Polónia a partir da Ucrânia, 94 por cento são cidadãos ucranianos. Só na terça-feira, 66 mil pessoas cruzaram a fronteira ucraniano-polaca, um número ainda assim inferior ao de segunda-feira.

Na Polónia, grande parte destes refugiados está a seguir para grandes cidades, incluindo Varsóvia, Cracóvia e Wroclaw.

9h41 - Pelo menos 103 crianças morreram e mais de 100 ficaram feridas desde invasão

Pelo menos 103 crianças morreram e mais de 100 ficaram feridas na Ucrânia desde a invasão do país pelo exército russo, segundo o último relatório publicado hoje pela Procuradoria-Geral daquele país.

Desde o início da invasão, a 24 de fevereiro, a guerra na Ucrânia mata pelo menos cinco ucranianos por dia, refere a procuradora-geral da Ucrânia, Irina Venediktova, num documento publicado pela Interfax-Ucrânia.

Hoje "o número oficial ultrapassou a crítica e terrível marca de 100. Os dados não são definitivos, pois nos pontos problemáticos e nos territórios temporariamente ocupados o Ministério Público e as forças de segurança não têm a oportunidade de fiscalizar os atentados", especificou.

Venediktov também disse que as forças russas bombardearam mais de 400 escolas nestes 21 dias de guerra, das quais 59 desapareceram e não podem ser usadas novamente.

"É importante que as agências especializadas da ONU decidam o mais rápido possível implementar uma missão para avaliar as violações dos direitos das crianças no contexto do conflito armado na Ucrânia", pediu Venediktov.

(agência Lusa)

9h26 - Primeiros-ministros polaco, checo e esloveno já estão na Polónia

"As delegações polaca, eslovena e checa regressaram em segurança" após a visita a Kiev, disse um porta-voz do Governo polaco no Twitter. 

9h18 - "Negociações difíceis, a avançar lentamente", diz negociador russo

O negociador russo Vladimir Medinsky disse esta quarta-feira que as negociações com a Ucrânia estão a ser "difíceis" e decorrem "lentamente".

"Gostaríamos que tudo acontecesse muito mais rapidamente, esse é um desejo sincero do lado russo. Queremos chegar à paz o mais rápido possível", disse Medinsky, citado pela agência Interfax.

"Precisamos de uma Ucrânia pacífica, livre, independente, neutra - não como membro de um bloco militar, não como membro da NATO", acrescentou.

9h06 - Ucrânia anuncia contra-ofensiva que visa forças russas

O chefe da delegação ucraniana nas negociações disse esta quarta-feira que o país está a lançar contra-ofensivas contra as forças russas "em várias áreas operacionais".

No Twitter, o conselheiro presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, considera que a situação "muda radicalmente a disposição das partes", sem dar mais pormenores.


8h59 - Kiev sob o som das explosões. Como correu a visita dos três primeiros-ministros da UE? Leia aqui

Os primeiros-ministros da Polónia, da Eslovénia e da Chéquia estiveram na última noite em Kiev para manifestar apoio ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que assinalou a coragem dos três líderes.

A longa e arriscada viagem de comboio de Mateusz Morawiecki, Janez Jansa e Petr Fiala, a partir de solo polaco, foi saudada na capital ucraniana como “uma poderosa expressão de apoio”.

Esta visita ocorreu debaixo do eco de explosões e precisamente no momento em que começou a vigorar um recolher obrigatório de 35 horas em Kiev, após o acentuar de bombardeamentos em zonas residenciais nos últimos dias.

8h46 - Sergei Lavrov: "Há alguma esperança de chegar a um acordo"

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, disse esta quarta-feira que tem esperança em alcançar um acordo com a Ucrânia, mas que as negociações não têm sido fáceis.

"Guio-me pelas palavras dos nossos negociadores. Eles dizem que as negociações não estão a ser fáceis por razões óbvias. Mas há no entanto alguma esperança em chegar a um acordo", disse o chefe da diplomacia russa numa entrevista à agência de notícias RBC, aqui citado pela Reuters.

Lavrov diz mesmo que há entendimentos prestes a serem alcançados, nomeadamente o estatuto neutro de Kiev. O MNE russo diz que este ponto está sob consideração "séria".

Há, no entanto, outras questões relevantes para Moscovo que também estão a ser abordadas, nomeadamente "o uso da língua russa na Ucrânia e a liberdade de expressão", refere.

O MNE russo acusou ainda os Estados Unidos de não estarem realmente interessados numa resolução do conflito em curso, reconhecendo que as autoridades norte-americanas têm peso na posição ucraniana. "Hoje não vemos interesse por parte dos Estados Unidos em resolver rapidamente este conflito", frisou.

8h31 - Corredor humanitário em Mariupol é "questão em aberto"

Um alto funcionário ucraniano citado pela agência Reuters disse esta quarta-feira que a abertura de um corredor humanitário em Mariupol ainda é "uma questão em aberto" para esta quarta-feira.

Iryna Vereshchuk, vice-primeira-ministra da Ucrânia, avançou hoje que as forças russas continuam a controlar um hospital daquela cidade.

Desde que o hospital foi capturado, na terça-feira, há pelo menos 400 pessoas - funcionários e doentes - a serem mantidos como reféns.

8h13 - Ministros da Defesa da NATO reúnem-se hoje em Bruxelas. Leia aqui

Os ministros da Defesa da NATO realizam esta quarta-feira uma nova reunião extraordinária em Bruxelas sobre a situação na Ucrânia. Neste encontro também participa o ministro ucraniano da Defesa, Oleksii Reznikov, por videoconferência. A reunião contará também com a participação de representantes da Geórgia, Finlândia, Suécia e União Europeia.

À entrada para a reunião, a ministra da Defesa dos Países Baixos, Kajsa Ollongren, garantiu que o país irá continuar a entregar armas à Ucrânia, em conjunto com a NATO. A garantia mantém-se mesmo que essas entregas se possam tornar alvos de ataque por parte de Moscovo.

"A Ucrânia tem direito a defender-se e continuaremos a apoiá-la", frisou a ministra.

7h52 - Kiev tenta reerguer-se após ataques

Na terça-feira, a equipa de enviados especiais da RTP em Kiev deu conta do ambiente na cidade após novos ataques contra edifícios residenciais. Poucas horas depois, os moradores de um prédio residencial deitavam fora o que foi destruído e "reconstroem o que é possível", conta a jornalista Cândida Pinto.


7h48 - Exigências da Rússia são "mais realistas", diz Zelensky. Leia aqui

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse na última madrugada que as exigências da Rússia durante as negociações estão a tornar-se "mais realistas" após quase três semanas de guerra.

Num discurso à nação transmitido na madrugada desta quarta-feira, Zelensky afirmou que é necessário mais tempo para as negociações, que prosseguem esta quarta-feira.

"Ainda são necessários esforços, é preciso paciência", disse Zelensky. "Qualquer guerra termina com um acordo", acrescentou

7h39 - Cerca de 20 mil pessoas conseguiram sair de Mariupol na terça-feira

O Ministério ucraniano do Interior avança que pelo menos 20 mil pessoas conseguiram escapar à cidade portuária de Mariupol através de carros particulares. O Governo refere, no entanto, que há centenas de milhares de civis que continuam retidos, muitos sem aquecimento, acesso a energia ou água.

As autoridades ucranianas estimam que mais de 2.500 pessoas morreram em Mariupol desde o início do conflito. A cidade fica localizada um ponto estratégico junto ao Mar de Azov e está a ser alvo de ataques ininterruptos há duas semanas.

7h20 - Pelo menos 500 civis morreram em Kharkiv, dizem os serviços de emergência

Os serviços de emergência da região de Kharkiv adiantam que pelo menos 500 pessoas morreram naquele território desde o início da invasão russa.
Ponto da situação
  • A capital ucraniana está em recolher obrigatório de 35 horas desde a noite de terça-feira. A ordem, que se prolonga até a manhã de quinta-feira, surge depois da intensificação dos ataques na capital ucraniana, nomeadamente em zonas residenciais. Na terça-feira, vários prédios foram visados e pelo menos cinco pessoas morreram em Kiev.

  • Num esforço diplomático inédito, os primeiros-ministros da República Checa, Polónia e Eslovénia viajaram na terça-feira para Kiev para se reunirem com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. A ideia da viagem foi acordada na cimeira de líderes da União Europeia em Versalhes, na França, na semana passada.

  • De acordo com a UNICEF, cerca de 1,4 milhões de crianças foram forçadas a fugir da Ucrânia nos últimos 20 dias, desde o início da invasão russa. Assim, por cada minuto, há pelo menos 55 crianças que fogem do país. Ou seja, "praticamente uma criança por segundo", diz o porta-voz da UNICEF, James Elder.

Paul Dillon, porta-voz da Organização Internacional para as Migrações, disse também na terça-feira que a guerra na Ucrânia já provocou três milhões de refugiados. "Chegámos à marca dos três milhões em termos de movimentos populacionais para fora da Ucrânia", adiantou o responsável, citado pela agência France Presse.

  • Na próxima semana, o presidente norte-americano Joe Biden irá viajar para a Europa pela primeira vez desde o início da guerra. O objetivo é participar num encontro da NATO sobre a crise atual.

O presidente ucraniano disse na terça-feira que o país poderá exigir garantias à Aliança Atlântica que não impliquem a adesão. Hoje, Volodymyr Zelensky dirige-se ao Congresso norte-americano.

  • O conselheiro do Presidência ucraniana, Mykhailo Podoliak, adiantou na terça-feira que o processo de negociação com a Rússia prossegue esta quarta-feira, afirmando que existem "contradições fundamentais", mas que há "espaço para compromissos". Nestas negociações, a Ucrânia tem exigido um cessar-fogo imediato e a retirada das tropas russas do seu território.

Em Moscovo, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, reiterou ontem que o objetivo das atuais negociações é assegurar o estatuto neutro da Ucrânia.