CDU lança petição contra alargamento da zona de estacionamento pago em Braga

A CDU acusa Câmara Municipal de Braga de alargar a área de estacionamento pago na cidade para "beneficiar" a gestora dos parquímetros na cidade, uma empresa do grupo Britalar, e pôs a circular uma petição contra esta "negociata".

Também o líder da Coligação Juntos por Braga, Ricardo Rio, classificou hoje, na habitual conferência de imprensa após a reunião do executivo camarário, a colocação de parcómetros em mais cerca de 27 ruas de Braga como um "assalto aos bolsos" dos bracarenses.

O presidente da autarquia, Mesquita Machado, explicou, igualmente numa conversa com os jornalistas após a reunião camarária, que a instalação de parcómetros é um "instrumento de mobilidade" e disse que foram mesmo "solicitados" pelos comerciantes.

Segundo Carlos Almeida, da CDU de Braga, a colocação de mais parquímetros na cidade "é uma primeira consequência que decorre da privatização da gestão e exploração do estacionamento na via pública".

A gestão das áreas de estacionamento pago à superfície está concessionada a uma empresa do grupo Britalar, de António Salvador, presidente do Sporting Clube de Braga.

O alargamento a mais 27 ruas, aprovado pelo executivo camarário, acontece para que a concessionária, neste caso uma empresa do grupo Britalar, "possa arrecadar as maiores verbas possíveis de maneira a que a própria possa sair do negócio com resultados financeiros positivos", acusa a CDU.

Carlos Almeida afirmou ainda que esta questão "acaba por ser mais uma negociata da Câmara de Braga com um grupo privado em que quem sai prejudicado são os comerciantes, moradores residentes na cidade de Braga".

Por isso, explicou que a petição online, posta a correr na noite de quarta-feira pela CDU, serve para "pressionar a Câmara Municipal de Braga no sentido de a fazer recuar.

Até ao momento a dita petição tem 305 assinaturas mas esta não será a única "forma de luta" da CDU.

"Estamos a programar um conjunto de ações de rua, em que queremos contactar, esclarecer a população e mobilizar para protestos, para que demonstrem o seu descontentamento perante esta medida", afirmou Carlos Almeida.

Ricardo Rio é outra das vozes críticas da referida medida camarária. "Não tem qualquer fundamento estratégico" e que é "um verdadeiro assalto aos bolsos dos bracarenses", observou.

Para Rio, esta é uma decisão "completamente inaceitável".

Em resposta, Mesquita Machado explicou que os parquímetros servem para possibilitar a mobilidade na cidade.

"O parcómetro é um instrumento para possibilitar a mobilidade. Se não, vêm pessoas para a cidade de manhã cedo, estacionam o carro e ninguém mais tem lugar. O cidadão que quer ir fazer uma compra tem sempre os lugares bloqueados".

Por isso, afirmou "os parcómetros foram sempre solicitados pelos próprios comerciantes".

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