Empate à porta fechada

Reportagem

Empate à porta fechada

Sem adeptos nas bancadas, devido a castigo imposto ao clube pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, o Benfica iniciou o novo campeonato nacional com um empate a dois golos na Luz perante o recém-promovido Académico de Viseu.

Lusa

Marco Silva repetiu o ‘onze inicial’ com que entrou na primeira mão da terceira pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga Europa (vitória, por 6-1) com o destaque a manter-se na titularidade do guarda-redes Samuel Soares, sinal que Trubin mantém-se fora da primeira opção do treinador na baliza.

Sem público, fruto do castigo imposto ao Benfica de um jogo à porta fechada devido à utilização de artefactos pirotécnicos em cinco encontros na temporada 2022/23, o ambiente (ou a falta dele) no Estádio da Luz fez viajar no tempo. Ao tempo da pandemia da covid-19.

Ouviam-se os jogadores a dar indicações, o som da bola a ser rematada. A única diferença era que desta vez havia público no lado exterior do estádio. Público, esse, que se fez ouvir quando, aos 10 minutos, Pavlidis ‘matou’ no peito uma bola servida por Prestianni e, à entrada da área do Académico, rematou de pé esquerdo, aproveitando o mau posicionamento do guarda-redes Ewerton, e fez o 1-0.

Um golo que fez tremer os forasteiros já que no minuto seguinte a defesa voltou a ruir quando Prestianni furou na esquerda, entrou na área e frente a Ewerton e tentou o chapéu. A bola saiu ligeiramente por cima.

Os comandados de Bruno Pinheiro voltaram a encher o peito de ar e, aos 18 minutos, viram mesmo o poste direito da baliza de Samuel Soares, negar a igualdade a Álvaro Zamora.

Os ferros viriam a estar novamente em destaque, mas no lado do Académico. Primeiro, aos 22 minutos, no remate de Prestianni, e depois aos 36, com o de Pavlidis.

O Benfica, embora de cara renovada, parecia estar centrado nestes dois jogadores.

As dinâmicas ofensivas do acabavam invariavelmente nos pés desta dupla que, até ao intervalo, não voltou a ter sucesso já que tanto aos 38 (Pavlidis) como aos 42 minutos (Prestianni), viu Ewerton negar aquele que seria o 2-0.

Na primeira vez que o Académico conseguiu subir até à área do Benfica, chegou à igualdade. Primeiro, André Clóvis obrigou Samuel Soares defender para canto e na cobrança Rúben Pereira, de cabeça, aos 55 minutos, fez o 1-1.

A ‘festa’ durou pouco já que na jogada seguinte, Prestianni furou na esquerda, fletiu para dentro da área e picou a bola para dentro da baliza dos viseenses, recolocando o Benfica a vencer.

Sem apresentarem o mesmo caudal ofensivo com que ‘limpou’ os escoceses do Hearts, na Europa, - e até da primeira parte do jogo de hoje - os comandados de Marco Silva deram esperança ao Académico de Viseu.

A bem da verdade, os ‘Viriatos’ fizeram jus ao nome e ao manterem-se fiéis às ideias de Bruno Pinheiro, nunca se amedrontaram, nem se fecharam no reduto defensivo.

Sempre que podiam saiam para o ataque e nesses momentos percebia-se que o Benfica estava desconfortável.

Por isso não foi uma verdadeira surpresa que, aos 67 minutos, na sequência de um cruzamento de Robinho, André Clóvis selasse o resultado.

O Benfica ainda procurou chegar à vitória, mas tanto Prestianni (77 minutos), como Pavlidis (85), Dahl (86), Lukebakio (89 e 90+3) conseguiram concretizar as oportunidades.

(Com Lusa)

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