Os investigadores da Fundação Champalimaud basearam-se numa experiência feita com peixes-zebra para descobrir o como.
Após retirar células tumorais de um doente com cancro e injetá-las em embriões de peixe-zebra, os tumores cresceram no interior dos embriões, que se tornam de facto «avatares» desse doente oncológico. O que faz a vacina contra a tuberculose é ativar a primeira linha de células imunitárias que destroem as células cancerosas e eliminam-nas.
Portanto, a solução BCG é administrada na bexiga através de um cateter, contém bactérias vivas e enfraquecidas que estimulam o sistema imunitário a matar as células cancerígenas na bexiga.
O teste foi desenvolvido e estudado com amostras de doentes com cancro colorretal. A pesquisa, liderada por Rita Fior e Mayra Martínez-López, tem sido desenvolvida no Laboratório de Desenvolvimento do Cancro e Evasão Imunitária Inata da Fundação Champalimaud.
A
vacina BCG foi utilizada pela primeira vez contra a tuberculose na década de 1920 e,
na década de 70 do século XX, foi a primeira imunoterapia a ser utilizada contra o cancro. A partir de agora, os investigadores já conhecem o processo que torna eficaz a vacina contra a tuberculose no tratamento de tipos específicos de cancro em fase inicial.