No quinto episódio, acompanhamos a transformação profunda trazida pela internet e pelo digital, que alterou radicalmente a forma de produzir, distribuir e consumir publicidade a partir dos anos 2000. A democratização dos meios de produção abriu espaço a novos criadores, influenciadores e formatos, diluindo fronteiras entre publicidade, entretenimento e conteúdo cultural, ao mesmo tempo que obrigou as marcas a reinventarem-se perante públicos mais críticos, fragmentados e participativos. O episódio mostra como a publicidade deixou de depender apenas do spot tradicional para se expandir em ativações, storytelling transmedia, projetos culturais, causas sociais e narrativas de longo prazo, muitas vezes com impacto real fora do mercado. Aborda-se também a perda de glamour e de investimento da indústria, a pressão das redes sociais, a vigilância constante do público e os novos dilemas éticos ligados à representatividade, à sensibilidade social e à chamada "cultura do cancelamento".
Entre saturação, criatividade e reinvenção, este episódio revela como a publicidade contemporânea procura continuar relevante num ecossistema digital instável, onde já não basta vender: é preciso contar histórias, criar sentido e, idealmente, deixar marcas que sobrevivam à efemeridade do scroll.