No quarto episódio, acompanhamos a transformação profunda da publicidade portuguesa após o 25 de Abril, num contexto marcado pela liberdade política, pela abertura económica e pela consolidação da sociedade de consumo. Este episódio mostra como a democracia, a integração europeia e a expansão dos media, sobretudo da televisão, criaram novas condições para a criatividade, o investimento e a afirmação das marcas, ao mesmo tempo que revelaram tensões entre liberdade, mercado e heranças do passado. A publicidade cresce com a entrada de multinacionais, o aumento do consumo doméstico e a valorização simbólica dos bens duradouros, tornando-se parte central da vida quotidiana.
Nos anos 80 e 90, vive-se um período de forte dinamismo e profissionalização, com campanhas marcantes, humor irreverente, ousadia estética e novos discursos sociais, incluindo temas polémicos, identitários ou provocatórios. Este episódio aborda ainda a crítica cultural à saturação publicitária, a emergência de uma literacia mediática mais sofisticada e o papel da publicidade na construção de estilos de vida, representações do lar, da mulher e da modernidade. Entre liberdade criativa, consumo e controvérsia, este capítulo mostra como a publicidade passou a refletir, e a moldar, uma sociedade portuguesa em rápida transformação.