No terceiro episódio, acompanha-se a chegada da televisão e a profunda revolução que este meio provocou na publicidade em Portugal, transformando-a num fenómeno central da cultura popular. Através de jingles, slogans e personagens inesquecíveis, a televisão cria uma memória coletiva partilhada, num tempo em que poucos canais concentravam a atenção de todos e faziam dos anúncios verdadeiros acontecimentos.
O episódio mostra como o spot televisivo, combinando som, imagem e narrativa, se tornou o formato dominante, impulsionando novas linguagens criativas, novas durações e um período áureo para agências e criativos. Explora-se também a relação entre publicidade, modernização e americanização dos estilos de vida, bem como as tensões entre consumo, propaganda política e censura, visíveis no caso do tabaco ou na estética do Estado Novo. Ao mesmo tempo, revela-se o contributo decisivo de escritores, poetas, realizadores e músicos que trouxeram qualidade artística e humor à comunicação comercial, fazendo nascer slogans e imagens que entraram no vocabulário quotidiano.
Entre criatividade, indústria e imaginação, o episódio mostra como a televisão consolidou a publicidade como força cultural dominante e como esta continuou a reinventar-se até aos dias de hoje.