Durante mais uma corrida matinal, imediatamente depois de mais uma relação inter-racial que acaba de terminar, Salomé cruza-se com um antigo colega de escola, negro, que teve uma crush por ela. À medida que os dois emergem num diálogo intelectual sobre existencialismo, amor e "raça", esta figura de carácter provocador e assertivo conduz Salomé numa viagem pelo seu imaginário do que seria ter uma relação amorosa com um homem negro, pela primeira vez. O romance que se segue (imaginário ou não) é tão verdade para Salomé, como é verdade a vertiginosa montanha russa de emoções que sente ao (re)conhecer-se, nesta nova relação. "Diz-me quem amas e eu digo-te quem és?"