Curso de Cultura Geral (II)

Emílio Salgueiro, Catarina Pinto Leite e Maria José Fazenda | 25 Fev, 2018 | Episódio 6

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Curso de Cultura Geral (II)

Emílio Salgueiro, Catarina Pinto Leite e Maria José Fazenda | 25 Fev, 2018 | Episódio 6

Quando começo por escolher os convidados de cada programa, não tenho ideia das coisas de que querem falar. Frequentemente há uma surpresa ao saber dos mundos que são convocados por cada pessoa e outra surpresa quando constato que há linhas comuns, dominantes, entre os três. É o que acontece hoje. O tema da morte, tema central, tema de que pretendemos esquivar-nos, está nas listas que peço aos convidados que elaborem e que constituem o ponto de partida para a conversa. O psicanalista Emílio Salgueiro aponta dois cemitérios no seu mapa de lugares importantes: Escalhão e Prazeres.
A pintora Catarina Pinto Leite traz um dos maiores clássicos da literatura: A Morte de Ivan Ilitch de Tolstoi.
A investigadora na área da dança Maria José Fazenda vai falar-nos de uma coreografia de Bill T. Jones que tem a ameaça sobre a vida como motor de reflexão e de criação. Uma primeira pergunta: porque evitamos falar sobre a morte?, porque é que só a menção da palavra morte nos deixa uma nuvem pesada sobre os olhos?

Convidados: Emílio Salgueiro, Catarina Pinto Leite e Maria José Fazenda
Regressa à RTP2 o Curso de Cultura Geral, com autoria e apresentação de Anabela Mota Ribeiro. A estrutura do programa mantém-se: três convidados discutem sobre experiências de cultura, objectos, autores, obras de arte que foram importantes na sua construção pessoal. Nessa discussão interrogam a noção de cultura geral, os encontros, detonações, acasos felizes e férteis. São pessoas de diferentes áreas, faixas etárias variadas, duas brasileiras, uma russa, portugueses, que trazem para a esfera da conversa elementos tão singulares como as suas personalidades. De uns, vêm viagens, de outros a, a aventura de ler Grande Sertão: Veredas em voz alta, fala-se de obras de banda-desenhada, clássicos de Dostoievski e Tolstoi, feminismos de Virginia Woolf ou Chimamanda, experiências de carácter nacional, como passar pelo 25 de Abril durante a juventude.
Uma vez mais, a paridade de género foi tida em conta, mantendo o mesmo número de mulheres que o de homens na escolha dos convidados; e novamente há uma mistura de pessoas conhecidas do grande público e outras anónimas. A entrada neste Curso é livre e a aprendizagem e partilha de ideias são altamente encorajadas. Seja bem vindo!