Um ‘bis’ do ‘imparável’ Erling Haaland, assistido pelo benfiquista Andreas Schjelderup, colocou a Noruega nos ‘quartos’ do Mundial de futebol, materializando um 2-1 que acabou prematuramente com as esperanças do Brasil em chegar ao ‘hexa’.
Reportagem
Desporto
Mundial 2026
Mundial 2026. Brasil - Noruega
RTP c/Lusa
O Brasil só conseguiu reduzir aos 90+10 minutos, de penálti, por Neymar Jr., mas já era muito tarde, num jogo em que se pode queixar muito de si próprio, nomeadamente no castigo máximo desperdiçado, aos 14, por Bruno Guimarães.
O guarda-redes Orjan Nyland também foi uma das figuras do jogo, ao parar a primeira grande penalidade, evitar com uma enorme defesa o que seria um autogolo de Kristoffer Ajer, aos 85 minutos, e ganhar o ‘cara a cara’ com Endrick, sem defender, aos 59.
A Noruega, que não estava presente num Mundial há 28 anos, já conseguiu a sua melhor prestação de sempre, pois só tinha chegado aos ‘oitavos’ (1938 e 1998), enquanto o Brasil, que selou o ‘penta’ em 2002, pela mão de Luiz Felipe Scolari, volta a adiar o ‘hexa’ e tem a saída mais prematura desde 1990.
Em relação aos 16 avos de final, a Noruega trocou apenas Pederson pelo regressado Ryerson, enquanto o Brasil também só procedeu a uma mudança, com Gabriel Martinelli a substituir o lesionado Lucas Paquetá.
Os nórdicos entraram determinados e colocaram a bola na baliza de Alisson logo aos três minutos, por Berg, mas, na jogada, Sorloth estava fora de jogo.
A resposta do Brasil aconteceu por Matheus Cunha, que entrou na área e foi carregado por Ajer, num penálti detetado pelo VAR: chamado a marcar, Bruno Guimarães fez a ‘paradinha’ e atirou para a esquerda de Nyland, que defendeu, aos 14 minutos.
Os brasileiros voltaram a ameaçar aos 30 minutos, numa incursão pela esquerda de Martinelli que não deu em nada, com resposta de Odegaard, aos 35, e Haaland, aos 37.
Na parte final da primeira parte, Odegaard foi o protagonista, primeiro ao perder a bola para Vinicius, que, na sequência de jogava, ficou isolado e rematou para defesa de Nyland, e, depois, no ataque, isolado, num remate que Alisson defendeu, aos 45+3.
Para a segunda parte, a Noruega veio com Bobb e Schjelderup em vez de Sorloth e Nusa, e, aos 58, Ancelotti lançou Endrick, que, logo aos 59, surgiu completamente isolado na ‘cara’ de Nyland, após magnífica ‘trivela’ de Vinicius, mas atirou ao lado.
Rayan obrigou Nyland a nova defesa difícil, aos 62 minutos, com a Noruega a responder em duas iniciativas de Schjelderup, aos 63 e 75 - a segunda já depois da muito saudada entrada de Neymar, aos 67, quatro depois de ter ingressado Aursnes -, intermediadas por um centro de Ajer ao qual Haaland quase chegou, aos 67.
Mas, aos 79 minutos, os nórdicos conseguiram mesmo chegar à vantagem: Schjelderup fugiu pela esquerda, levantou a cabeça e centrou de pé direito para a área, onde Haaland se antecipou a Gabriel Magalhães e cabeceou fora do alcance de Alisson.
O Brasil lançou-se no ataque e, acidentalmente, esteve quase a empatar aos 85 minutos: na tentativa de cortar a bola, Ajer fez um ‘chapéu’ a Nyland, mas este esticou-se e conseguiu desviar a bola para o poste esquerdo.
Casemiro também teve uma incursão perigosa, aos 86 minutos, mas, aos 90, a Noruega, que nunca renunciou ao ataque, acabou com o jogo, com Schjelderup a colocar a bola em Haaland, que, fora da área, rematou forte e rasteiro, por entre as pernas de Danilo, colocando-a junto ao poste esquerdo de um impotente Alisson.
Os ‘canarinhos’ acusaram muito o golo, mas, após uma desnecessária falta de Leo Ostigard, entrado apenas aos 90+5 minutos, sobre Casemiro, ainda tiveram um penálti, que, com grande classe, Neymar Jr concretizou, aos 90+10. O jogo acabou pouco depois e começou a festa norueguesa.
Jogo no Estádio MetLife, em East Rutherford, nos Estados Unidos.
Brasil - Noruega, 1-2.
Ao intervalo: 0-0.
Marcador:
0-1, Erling Haaland, 79 minutos.
0-2, Erling Haaland, 90.
1-2, Neymar Jr., 90+10 (grande penalidade).
Equipas:
- Noruega: Orjan Nyland, Julian Ryerson (Fredrik Aursnes, 63), Kristoffer Ajer, Torbjorn Heggem, David Moller Wolfe (Leo Ostigard, 90+5), Sander Berge, Martin Odegaard, Patrick Berg, Alexander Sorloth (Oscar Bobb, 46), Antonio Nusa (Andreas Schjelderup, 46) e Erling Haaland.
Selecionador: Stale Solbakken.
- Brasil: Alisson Becker, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos, Casemiro, Bruno Guimarães (Éderson Silva, 79), Gabriel Martinelli (Neymar Jr., 67), Rayan (Danilo Santos, 67), Matheus Cunha (Endrick, 58) e Vinicius Júnior.
Selecionador: Carlo Ancelotti.
Árbitro: Ismail Elfath (Estados Unidos).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Neymar Jr. (90+6).
Assistência: 80.663 espectadores.
(Com Lusa)