Portugal terminou a fase de preparação para o Campeonato do Mundo de futebol com uma vitória sobre os Estados Unidos da América, um dos países anfitriões do torneio que decorre entre 11 de junho e 19 de julho. Em Atlanta, Francisco Trincão, aos 37 minutos, e João Félix, aos 59, apontaram os dois golos da Seleção Nacional, que manteve as suas redes invioladas durante os dois jogos desta digressão pelas Américas.
Desporto
Vitória no último ensaio
No jogo desta madrugada, o Selecionador Roberto Martínez procedeu a onze substituições, incluindo sete ao intervalo e duas estreias já nos instantes finais, as de Mateus Fernandes e Ricardo Velho.
Ao oitavo embate, que teve como palco o moderno e ‘luxuoso’ Estádio Mercedes-Benz, em Atlanta, Georgia, esta foi a terceira vitória lusa, a primeira sobre os Estados Unidos em solo rival, numa partida em que a equipa das ‘quinas’ foi quase sempre superior, sobretudo durante a segunda parte.
O estágio de março deixou Samu Costa e Tomás Araújo, ambos titulares, a sonharem com uma presença na lista final de convocados de Martínez para o Mundial2026, enquanto Paulinho, Ricardo Horta, Gonçalo Guedes e Pedro Gonçalves dificilmente deverão regressar às Américas em junho.
Guedes, que foi utilizado frente ao México (0-0), neste jogo nem saiu do banco, enquanto Pedro Gonçalves vai regressar a Lisboa como o único jogador do grupo de 26 que não foi utilizado por Martínez.
Já Mateus Fernandes e Ricardo Velho regressam a casa com o estatuto de internacional português, algo que não tinham quando viajaram na semana passada para México e Estados Unidos.
José Sá foi titular na baliza e logo aos quatro minutos teve de sujar o equipamento perante uma entrada intensa dos norte-americanos, ansiosos para provar que o 5-2 sofrido perante a Bélgica dias antes tinha sido apenas um acidente.
Mckennie também ficou perto de marcar na parte inicial da partida, mas Portugal, com mais ou menos dificuldade, acabaria por ‘acalmar’ o jogo, isto já depois de Bruno Fernandes, novamente capitão, ter sido impedido de marcar devido a uma excelente defesa de Freese.
Foram 10, 15 minutos de alguma dificuldade para o lado luso, mas o perigo ficou por aí, com Portugal a arrancar para uma exibição dominadora, embora sem grande velocidade, sem grande intensidade ou até criatividade.
Portugal passou a ser dono e senhor da bola (com Vitinha em campo isso acontece quase sempre) e chegou à vantagem já a caminho do intervalo, com Bruno Fernandes, de calcanhar, a encontrar Trincão soltou na área, para o terceiro golo do extremo pela seleção nacional.
Revolução ao intervalo com sete alterações, com José Sá, Gonçalo Inácio, Bruno Fernandes e Gonçalo Ramos a serem os únicos sobreviventes, mas Portugal passou ainda a ser mais dominador, perante uma equipa dos Estados Unidos que tem de melhorar e muito se quiser ser competitiva no próximo Mundial.
Já depois de Gonçalo Ramos ter ficado perto do segundo, João Félix aproveitou um erro básico dos norte-americanos para aumentar a vantagem lusa.
Na marcação de um canto, Bruno Fernandes encontrou Félix completamente solto à entrada da área, com o jogador do Al Nassr a ter todo o tempo do mundo para disparar para o 2-0.
Rúben Neves e Francisco Conceição, este último já em descontos, ficaram perto do 3-0, em nova (e última) oportunidade falhada de Paulinho, que rendeu Ramos a meia hora do fim e pouco ou nada fez.
Depois de ter demonstrado ‘frieza’ com jogadores como Quenda ou Rodrigo Mora, que já passaram pela seleção, mas que não tiveram direito a viver a estreia, Martínez desta vez foi mais ‘suave’ com Ricardo Velho e Mateus Fernandes, colocando os dois em campo nos instantes finais.
(Com Lusa)