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Presidente da Coreia do Sul garante "lutar até ao fim" perante nova tentativa de destituição

Presidente da Coreia do Sul garante "lutar até ao fim" perante nova tentativa de destituição

O presidente da Coreia do Sul disse esta quinta-feira que irá "lutar até ao fim", numa altura em que o seu próprio partido dá sinais de planear juntar forças com a oposição para o destituir. A tensão permanece em Seul depois de Yoon Suk Yeol ter declarado a lei marcial no início do mês, acabando por reverter a decisão poucas horas depois.

Joana Raposo Santos - RTP /
O presidente da quarta maior economia da Ásia disse esperar que os aliados políticos se juntem para o apoiar. Foto: Gabinete Presidencial da Coreia do Sul via Reuters

"Vou lutar até ao fim", afirmou num longo discurso transmitido pela televisão sul-coreana. "Quer me destituam ou me investiguem, vou enfrentar tudo com firmeza".

O líder da Coreia do Sul vincou que a oposição está a "fazer uma dança de loucura" ao tentar afastar um presidente democraticamente eleito do poder.

Yoon aproveitou a ocasião para referir que a Coreia do Norte pirateou a comissão eleitoral da Coreia do Sul nas eleições de abril, lançando dúvidas sobre a derrota esmagadora do seu partido.

O presidente da quarta maior economia da Ásia disse ainda esperar que os aliados políticos se juntem para o apoiar. Esse desejo parece, no entanto, cada vez mais difícil de alcançar, já que o seu próprio partido, o Partido do Poder Popular (PPP), considerou que chegou a altura de Yoon se demitir ou ser destituído.

Na quarta-feira, seis partidos da oposição, liderados pelo Partido Democrático, apresentaram ao Parlamento um projeto de lei para a destituição de Yoon. A votação está prevista para sábado, uma semana depois de a primeira votação ter falhado devido ao boicote da maioria dos membros do PPP.

São necessários pelo menos oito votos do PPP para obter a maioria de dois terços necessária para avançar com o processo de destituição do presidente.
EUA garantem prontidão dos militares destacados
Analistas políticos acreditam que Yoon, com carreira como procurador e perito jurídico, pode estar a considerar ir a tribunal para impedir a sua eventual destituição.

Se o "impeachment" for aprovado na votação do próximo sábado, os deputados terão de enviar o pedido oficial para o Tribunal Constitucional, que tem até seis meses para decidir se destitui o presidente ou se o mantém no cargo.

Yoon está a ser investigado criminalmente por alegada insurreição, depois de ter declarado a lei marcial no início de dezembro por considerar que na oposição existiam forças "anti-Estado" simpatizantes da Coreia do Sul que estavam a colocar em risco a segurança nacional.

Após fortes críticas, o presidente revogou a decisão cerca de seis horas depois de a ter anunciado. Os eventos deram origem à maior crise política da Coreia do Sul em décadas, provocando abalos económicos e diplomáticos.

Esta quinta-feira, as forças norte-americanas destacadas na Coreia do Sul afirmaram na rede social X que o seu comandante falou com o ministro da Defesa sul-coreano, tranquilizando-o sobre a prontidão dos 28.500 militares para responder a ameaças externas, respeitando a soberania da Coreia do Sul e os direitos individuais.

c/ agências
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