Em 1956, Mehdi Ben Barka era considerado o inimigo número um da França em Marrocos. Este líder da independência e apoiante do rei Mohammed V preparava-se para desempenhar um papel fundamental nesta jovem nação.
Mas em 1961, as cartas foram baralhadas com a chegada ao poder, em circunstâncias turbulentas, de Hassan II.
O revolucionário idolatrado torna-se então o inimigo jurado de uma monarquia que se transforma em ditadura. O tempo de júbilo dá lugar aos anos de chumbo e o destino de Ben Barka testemunha a transformação do regime marroquino.