Cândido sofre interrogatórios de enorme violência às mãos de Gaspar e Roquete, que tentam assim arrancar-lhe confissões. Cândido resiste, apesar de saber que foi traído por Brown e está cercado por delatores.
Enquanto isso, o jornalista e espião conhecido como "Bola ao Centro" é pressionado a revelar moradas e contactos da rede. A repressão atinge também a casa da irmã de Cândido, onde a PVDE encontra dinheiro escondido, o que o compromete ainda mais.
Cândido acaba por ser enviado para o campo de concentração do Tarrafal. Não perdendo o seu olhar jornalístico, observa tudo à sua volta com inquietação, e regista de forma precária as suas reflexões sobre a brutalidade do regime e a morte lenta dos prisioneiros.
Planeia uma fuga com outros reclusos, mas o amigo Augusto recusa-se a acompanhá-lo por não saber nadar - um momento comovente que expõe os dilemas entre a sobrevivência e a solidariedade.
Após 18 meses de prisão, Cândido é libertado com uma saúde fragilizada, mas com o espírito ainda firme. Recusa um regresso ao funcionalismo público e decide lançar-se num novo projeto: o jornal "A Bola", com a ajuda de amigos e antigos colegas da imprensa desportiva.
Mesmo sob ameaça de nova censura, e com o Capitão Gaspar ainda por perto, Cândido aposta no poder do desporto e da imprensa como ferramentas de resistência e reconstrução. O episódio termina com a preparação de um jogo importante do Sporting, onde o treinador acredita no triunfo dos "Cinco Violinos".