Em fevereiro de 1999, Abdullah Ocalan foi preso pelas forças especiais de Ancara. O homem a quem os curdos chamam de "apo", o tio, é o líder histórico do PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, um movimento de guerrilha autonomista que se opõe ao Estado turco desde a década de 1980.
Mas é do outro lado da fronteira, num cenário de guerra civil que assola a Síria desde 2011, que os irmãos de armas do PKK, os militantes curdos-sírios organizados no país assistido, têm uma oportunidade histórica para dar uma pátria ao povo curdo.
Mas como é que as ambições nacionais dos curdos entraram em conflito com a reconfiguração das relações de poder regionais e internacionais? Presos entre aliados de circunstância e um inimigo histórico, que lugar estratégico ocupam agora os curdos no tabuleiro de xadrez político do médio oriente?