Como é que se sai de uma remota aldeia da Beira Baixa para fazer uma revolução? Esta é a pergunta que Catarina Furtado faz ao capitão do 25 de Abril Vasco Lourenço na terra onde nasceu, Lousa, concelho de Castelo Branco. Surpreendentes são as pagelas religiosas que o convidado colecionou na sua juventude na aldeia, e que ficaram guardadas com o seu nome escrito por trás. Ajudava também o padre na missa, mas, em percurso pelos pontos que mais marcaram a sua juventude na Lousa e em Castelo Branco, revela que já era um inconformado, sobretudo quando não lhe explicavam a razão das coisas.