A partir da obra de Rozsika Parker, historiadora de arte e psicoterapeuta, o bordado foi redefinido como atividade criativa (e possivelmente subversiva) e não mero passatempo passivo.
Em Lisboa, Janis Dellarte, artista multidisciplinar, tem uma obra centrada na tensão entre os processos mecânicos e manuais, o ritual e a performance, o masculino e o feminino, trabalhando com crochet, tricot, costura, e colagem.
Em São Luís, uma comunidade de artistas dinamiza o que poderia ser uma aldeia desabitada. Ana Baleia, de origem lisboeta, é uma das mais antigas residentes e trabalha no Atelier do 14. Artista têxtil, figurinista e designer de moda, as suas obras apresentam um discurso crítico acerca dos efeitos perversos da indústria de "fast fashion", trabalhando a roupa descartada como matéria-prima.