É confirmado que Nuno está envolvido num esquema de lavagem de capital. E há um saco com o prémio em dinheiro vivo, dentro da lavandaria. Os seis recém-libertos enclausurados medem-se, em silêncio. Lentamente, afastam-se para diferentes pontos da lavandaria e começam à procura do saco, de forma discreta e isolada. A tensão é palpável.
Os dois jovens responsáveis pelo atropelamento regressam ao local do crime, desta vez, a pé. Vêem Jorge e ficam estáticos à entrada da lavandaria. Jorge aproxima-se dos dois, observado pelo grupo. Discute algo imperceptível com os jovens. Os jovens vão-se embora. Sara, Noémia, Américo, Santos e Fáfá entreolham-se, e parecem chegar, unanimemente, à mesma conclusão: Jorge é o informador mencionado na chamada.
Jorge encosta-se à porta de entrada. Abre o sobretudo ligeiramente, revelando o coldre de uma arma, enquanto fixa o olhar dos restantes.
O seu telemóvel toca. Jorge atende: «Sim? Não, ainda não tenho o bilhete comigo.
Não se preocupe, chefe: eu não saio daqui enquanto o miúdo não chegar.»